Já não escrevo aqui há bastante, mas como se costuma dizer “detesto ter razão” ou “eu bem te avisei”…
Quando vai a música (sim… a música na generalidade, entre bandas, rádios, editoras, …) despertar para uma realidade cada vez mais vincada no quotidiano de todos?
Ora… Tantas polémicas levantadas neste blog, desde o famoso “boicote UHF/RFM”, impulsionador deste blog, até a algumas conversas mais ou menos acesas sobre os “consultores” estrangeiros que escolhem as músicas das rádio, sobre os preços dos CDs, sobre a “crónica de uma morte anunciada” onde as protagonistas eram as editoras…
Muito se falou sobre música… Ou será que muito se falou de “política” e pouco na essência dessa “arte e ciência de combinar harmoniosamente os sons”?
Algo que não me cabe na cabeça, salvo raras honrosas excepções, é gastar dinheiro em música!
Sério… Eu sei que esta afirmação é polémica, mas olhando para as rádios, ou até para a TV, que raio de promoção tem um álbum de uma banda, e pior que isso… Que raio de promoção têm as bandas novas que num mercado de tubarões tentam aparecer à tona, quais peixinhos dourados?
Vou comprar o novo disco de uma qualquer banda, quando apenas oiço de quando em vez uma música na rádio? E será que o resto do álbum vale a pena? Se nem sou “fã” de uma determinada banda, vou gastar dinheiro num CD? (E isto não invalida que tenha umas centenas de CDs originais)
Mas, cá para mim, MP3 é o futuro. Mais que o “codec”, o conceito! Podcasts, rádios online, MySpace… A música grátis veio para ficar… E isto sem abordar os tão “amados” p2p, onde se “saca” o que se quer, quando se quer e em espaços de tempo extremamente reduzidos (mais rápido que ir à loja e voltar)…
Radicalizando, para quando a extinção das editoras?
Para quando música livre para todos?
Ganha-se assim tanto dinheiro com um CD? Tendo em conta o preço virgem vs. gravado imaginava que sim, mas as editoras continuam a desaparecer ou a serem fu(n)didas…
Artistas do meu país… Sejam inteligentes… Usem o MySpace para se divulgarem (felizmente é já uma realidade cada vez maior)… Ofereçam MP3…. Se querem que a vossa música seja ouvida realmente distribuam-na aos milhões de pessoas que frequentam a Internet…
E porque não usar a “nossa” playlist?
Musica Grátis JÁ!
João Pedro Rei
22.4.08
13.4.08
Gazua - Convocação (Ranging Planet 2007)
Numa linha de rock Português que navega entre os anos oitenta e principios de noventa (Xutos e Pontapés, Censurados e UHF), os Gazua apresentam-nos para mim um dos melhores registos do género dos últimos anos.Já vi esta banda uma série de vezes ao vivo. Na estrada algo especial une os Gazua e a Revolta. A irmandade das guitarras, a amizade e o rock n`roll transformam este grupo de amigos num clã musical.
Ao vivo, além da classe do João a tocar guitarra (Marshall JCM 900 SLX e Gibson SG) e da força da mensagem das letras, surge a potência brutal do Quim atrás da bateria e a raça do Paulinho no baixo.
O disco tem um som muito acima da média, e o trabalho de produção está bem conseguido.
A edição é da banda com distribuição da Ranging Planet e pode ser encontrado nos concertos e nas lojas Fnac ou Carbono. Muito interessante está também a linha de merchandising que a banda apresenta na estrada.
Acho que este trabalho merece uma promoção e distribuição a nivel nacional. Há muitos anos que o público desta área musical tem sede por um novo projecto, os Gazua têm potencial para o conseguirem.
"Se tens vontade de gritar", "Morres devagar", o já hino ao vivo "Fazia tudo outra vez", "O que é que estás aqui a fazer" e "Punição" são canções que marcam!
Nota 4
Mail: gazuarock@hotmail.com
Space: http://www.myspace.com/gazua
António Côrte-Real
5.4.08
Ares e bares de mau rapaz
Estive na Aula Magna e compartilho do sentimento que João Morales teve a gentileza de partilhar connosco. Mais do que a um espectáculo, assisti a uma celebração que gerou – pela primeira vez na história dos UHF – uma unanimidade em toda a crítica presente. Porém, neste texto, não irei dedicar-me a analisar o concerto mas procurarei olhar, noutro prisma, para uma carreira coerente e determinada e em simultâneo, repleta de erros, de decisões a quente, de afrontamentos aguerridos e das boas e más decisões inerentes a uma vida preenchida por atitudes destemidas, sem medos de entrar em choque e em guerra com tudo e todos ao mesmo tempo.Se fosse realizado um estudo para determinar a empatia, antipatia e indiferença que o público nutre pelos nossos artistas, António Manuel Ribeiro teria um resultado ínfimo no item indiferença. Raras são as pessoas com mais de 20 e menos de 50 anos que sentem indiferença quando a personalidade se chama António Manuel Ribeiro. Provavelmente, a quantidade daqueles que gostam bastante de UHF seria semelhante à daqueles que os odeiam. No início dos anos 90, cheguei a pensar colocar em estúdio um fã e um “anti-fã” para conversarem em directo com o António. A coisa esteve quase a concretizar-se, contudo, à última hora, a pessoa que detestava UHF roeu a corda. Teria sido sociologicamente interessante, além de esteticamente agradável – o ataque viria do género feminino.
Numa sociedade normal, estes indicadores amor/ódio seriam interessantes porque quem gosta gosta e quem desdenha ao menos não sente indiferença – ou pode querer comprar e, por receio de não ser popular gostar de UHF, afirmar não gostar. Não nos esqueçamos que os Duran Duran foram devastados por aqueles que anos mais tarde os glorificaram. Vêem estes considerandos a propósito daquilo que me palpita ser o motivo da ausência dos UHF das playlists das rádios com maior airplay. Ou seja, suspeito que os UHF não passam não por uma questão de popularidade dos temas, mas devido à impopularidade que se retira dos resultados dos estudos. Isto é, se 40% de pessoas adoram uma canção, 20% a consideram razoável, 20% não a apreciam e os restantes 20% a detestam é muito provável que seja incluída na playlist. Não obstante, se 60% de pessoas gostam de um tema e 40% o dizem detestar é, também, altamente provável que essa canção nunca faça parte da playlist. Isto porque é valorizado o risco da perda de auditório do lado dos 40%, enquanto se desvaloriza a mais valia junto da maioria de 60% que afirmam gostar. Os méritos de uma eventual vitória da indiferença são, no mínimo, estranhos. No entanto, palpita-me que possa estar a ocorrer no que respeita a um número considerável de canções. Esta lógica aplicada às eleições Legislativas poderia implicar a situação caricata de um partido vencer, mas acabar por perder no cruzamento entre o positivo e o negativo – na mesma linha das sondagens referentes à popularidade dos nossos políticos.
Esta é, somente, uma teoria tão absurda ou verdadeira como outra qualquer. Na realidade, nunca conheci um artista português cuja apreciação seja tão emocional como a que existe em torno de António Manuel Ribeiro. O caso é tão evidente que, depois do concerto na Aula Magna, o baterista Ivan – que está nos UHF vai para 10 anos – dizia-me, para os microfones da Miróbriga, que o António merece ter amigos. Num momento de euforia e de contentamento indescritível, podia ter aproveitado para dizer mil coisas diferentes, mas, 5 minutos após sair do palco, as suas palavras foram inteirinhas para o mérito e para a amizade que tem com António Manuel Ribeiro.
Nestes 30 anos de carreira, os UHF estiveram sempre em guerra dentro do mercado e nunca desistiram das suas convicções. António Manuel Ribeiro pode até ter dores nas costas, porém nunca se juntou a brigadas do reumático para aumentar a conta bancária. Podia tê-lo feito e, certamente, se entrasse no jogo das concessões, teria, hoje, outro estatuto, outra empatia mediática, outra carreira, mas, no fundo, seria outro. E, se fosse “outro”, teria algum interesse, teria algum valor ou seria, apenas, um somatório de vazios com uma carreira que nem para nota de rodapé serviria daqui a 30 anos?
A rebeldia, o afrontamento, a forma muito rock’n’roll como se esteve nas tintas para o politicamente correcto levaram-no a coleccionar uma lista de antipatias superior ao que seria desejável num meio que vive muito dos conhecimentos, das aparências, das grandes digressões que se esgotam nalgumas cidades e dos copos que antigamente se bebiam em determinados bares de Lisboa. Todavia, não se pense que faltaram copos às dezenas de músicos que passaram pelos UHF. Com os UHF, beber copos não era uma questão estética de estar na moda, mas sim, um mergulhar no mesmo espírito de Ramones ou de Jim Morrison. Outros seguiam tendências etílicas mais próximas da new-wave ou do pós-punk em que o copo segurado na mão também servia como adorno.
Como seria possível uma História diferente se até no beber existiam visões e atitudes inconciliáveis?
Luís Silva do Ó
31.3.08
Trinta anos depois
Pode parecer um cliché realçar como não é todos os dias que uma banda celebra 30 anos de actividade musical ininterrupta. Pois pode, mas não deixa de ser verdade. Só por isso, o concerto dos UHF no passado dia 28, na Aula Magna da Universidade da Reitoria de Lisboa, poderia ficar na memória. Felizmente, houve muitos mais motivos.
Depois de um primeiro tema acompanhado à guitarra acústica, a entrada da banda em palco rapidamente converteu o ambiente em celebração rock; o tom estava dado e não deixava os créditos – nem as memórias – por mãos alheias, atacando “Jorge Morreu”. Alguns dos mais novos talvez não tenham reconhecido o tema principal do single de estreia da banda de António Manuel Ribeiro.
Aliás, essa foi uma das características da noite, um cruzar constante de gerações e sensibilidades que tão bem sublinha a transversalidade da música deste nome histórico daquele a quem chamaram rock português. Se as vozes subiram alto em temas mais recentes, como “A Lágrima caiu”, não é menos verdade que todos entoaram e dançaram (pois então!) hinos de outro éter, como os rebeldes “Cavalos de Corrida” ou uma já tão diferente “Rua do Carmo”.
O dia era de festa (o concerto, intitulado “Trinta Anos Ligados à Corrente”, assinalou o início das celebrações das três décadas de actividade) e não faltaram os amigos. Além dos que se iam cruzando pelo bar e pelos corredores (não é todos os dias que se vê um “par de maduros” a recordar onde comprou a sua edição, vinílica, claro, de Back in Black, saudoso hit dos AC/DC) outros, pisaram as tábuas do palco.
Jorge Manuel Costa (piano e saxofone), o violinista Nuno Flores (participante em projectos como Quinta do Bill ou Corvos), António Eustáquio, a acompanhar o grupo na guitarra portuguesa, em “Apetece Namorar Contigo em Lisboa”. Mas também o sempre inesperado, ecléctico e, por isso mesmo, desconcertante, Maestro António Vitorino d’Almeida, que concedeu uma nova roupagem a “Sarajevo”, tornando-a tão devedora da urgência Rock que a gerou, como dos requintes herdados de Stockhausen ou Schöenberg a que o Maestro tanto recorre (alguns defenderão união mais funda na paixão clubística, assumida, como se percebeu, pela águia que também faria uma perninha). Um momento único sem dúvida.
António Manuel Ribeiro (o único elemento da banda presente desde a formação original) esteve igual a si mesmo, com as assumidíssimas influências de Jim Morrisson e os seus The Doors (no que foi bem secundarizado pelo guitarrista, António Corte-Real seu filho) baixista (Luís Simão) e baterista (Ivan Cristiano). Na recta final, “Matas-me com o Teu Olhar” voltou a colher um coro quase unânime numa Aula Magna bem composta (apenas para banda da noite, diga-se em abono da verdade, uma vez que os nomes escolhidos para a abertura, Karpe Diem e Pó D`Escrer, não aqueceram o lugar, para uma plateia sobejamente vazia). E, cereja no topo do aniversário, a função foi encerrada com uma jam session onde pontuaram os diversos convidados, incluindo um saudoso Renato Gomes, primeiro guitarrista, que partilhou o histórico long play (ainda alguém saberá o que isso é?) de estreia “À Flor da Pele”. Adequadamente, o tema escolhido foi precisamente desse trabalho, “Rapaz Caleidoscópio”, onde se evoca “um intelectual de ar estafado / um homem de faces cavadas na noite” que “cruza o Bairro Alto no silêncio dos ténis claros / em passos largos de dança”.
João Morales
Agradecemos esta excelente colaboração de João Morales, director da revista "Os meus livros"
Depois de um primeiro tema acompanhado à guitarra acústica, a entrada da banda em palco rapidamente converteu o ambiente em celebração rock; o tom estava dado e não deixava os créditos – nem as memórias – por mãos alheias, atacando “Jorge Morreu”. Alguns dos mais novos talvez não tenham reconhecido o tema principal do single de estreia da banda de António Manuel Ribeiro.
Aliás, essa foi uma das características da noite, um cruzar constante de gerações e sensibilidades que tão bem sublinha a transversalidade da música deste nome histórico daquele a quem chamaram rock português. Se as vozes subiram alto em temas mais recentes, como “A Lágrima caiu”, não é menos verdade que todos entoaram e dançaram (pois então!) hinos de outro éter, como os rebeldes “Cavalos de Corrida” ou uma já tão diferente “Rua do Carmo”.
O dia era de festa (o concerto, intitulado “Trinta Anos Ligados à Corrente”, assinalou o início das celebrações das três décadas de actividade) e não faltaram os amigos. Além dos que se iam cruzando pelo bar e pelos corredores (não é todos os dias que se vê um “par de maduros” a recordar onde comprou a sua edição, vinílica, claro, de Back in Black, saudoso hit dos AC/DC) outros, pisaram as tábuas do palco.
Jorge Manuel Costa (piano e saxofone), o violinista Nuno Flores (participante em projectos como Quinta do Bill ou Corvos), António Eustáquio, a acompanhar o grupo na guitarra portuguesa, em “Apetece Namorar Contigo em Lisboa”. Mas também o sempre inesperado, ecléctico e, por isso mesmo, desconcertante, Maestro António Vitorino d’Almeida, que concedeu uma nova roupagem a “Sarajevo”, tornando-a tão devedora da urgência Rock que a gerou, como dos requintes herdados de Stockhausen ou Schöenberg a que o Maestro tanto recorre (alguns defenderão união mais funda na paixão clubística, assumida, como se percebeu, pela águia que também faria uma perninha). Um momento único sem dúvida.
António Manuel Ribeiro (o único elemento da banda presente desde a formação original) esteve igual a si mesmo, com as assumidíssimas influências de Jim Morrisson e os seus The Doors (no que foi bem secundarizado pelo guitarrista, António Corte-Real seu filho) baixista (Luís Simão) e baterista (Ivan Cristiano). Na recta final, “Matas-me com o Teu Olhar” voltou a colher um coro quase unânime numa Aula Magna bem composta (apenas para banda da noite, diga-se em abono da verdade, uma vez que os nomes escolhidos para a abertura, Karpe Diem e Pó D`Escrer, não aqueceram o lugar, para uma plateia sobejamente vazia). E, cereja no topo do aniversário, a função foi encerrada com uma jam session onde pontuaram os diversos convidados, incluindo um saudoso Renato Gomes, primeiro guitarrista, que partilhou o histórico long play (ainda alguém saberá o que isso é?) de estreia “À Flor da Pele”. Adequadamente, o tema escolhido foi precisamente desse trabalho, “Rapaz Caleidoscópio”, onde se evoca “um intelectual de ar estafado / um homem de faces cavadas na noite” que “cruza o Bairro Alto no silêncio dos ténis claros / em passos largos de dança”.
João Morales
Agradecemos esta excelente colaboração de João Morales, director da revista "Os meus livros"
UHF - As fotos na Aula Magna
António Manuel Ribeiro e os UHF a poucos segundos de entrarem em palco.

António Manuel Ribeiro e Renato Gomes num dos grandes momentos da noite: Cavalos de Corrida.

António Côrte-Real enquanto solava na canção "Uma valsa/Uma dança".

O maestro António Vitorino de Almeida deu espectáculo durante Sarajevo.

António Côrte-Real em mais um grande momento bastante ovacionado pelo público presente.

Fotos: Luís Silva do Ó

António Manuel Ribeiro e Renato Gomes num dos grandes momentos da noite: Cavalos de Corrida.

António Côrte-Real enquanto solava na canção "Uma valsa/Uma dança".

O maestro António Vitorino de Almeida deu espectáculo durante Sarajevo.

António Côrte-Real em mais um grande momento bastante ovacionado pelo público presente.

Fotos: Luís Silva do Ó
31.12.07
O fim da Universal Music Portugal
Chegou o último dia do ano de 2007 e também chegou ao fim a Universal Music Portugal.
Tozé Brito era o último resistente. O verbo está no tempo correcto. Era.
Depois da EMI chegou a vez da Universal.
Sugiro que os artistas portugueses comecem a treinar melhor o castelhano porque se quiserem singrar numa multinacional terão de se deslocar a Madrid.
Mas, afinal, "Quem quer ter editora?".
Bom ano de 2008 para todos.
Luís Silva do Ó
Tozé Brito era o último resistente. O verbo está no tempo correcto. Era.
Depois da EMI chegou a vez da Universal.
Sugiro que os artistas portugueses comecem a treinar melhor o castelhano porque se quiserem singrar numa multinacional terão de se deslocar a Madrid.
Mas, afinal, "Quem quer ter editora?".
Bom ano de 2008 para todos.
Luís Silva do Ó
24.11.07
Salas para espectáculos em Lisboa: a crise agrava-se
Nunca houve, na capital, muitas salas para concertos com condições decentes, e que permitisse que bandas de pequena/média dimensão nacionais e internacionais tocassem com rentabilidade e qualidade. O que é estranho, se formos comparar com as principais capitais da Europa.
O problema é que com o encerramento do Paradise Garage no Verão passado, Lisboa deixou de ter uma sala para concertos de média dimensão (500/600 pessoas), o que obriga a considerar alternativas nas áreas limítrofes, neste caso, Corroios ou Cascais. E mesmo assim só talvez a primeira opção seja aceitável.
Não se percebe muito bem este encerramento, mas segundo a administração do espaço, a sua venda estava iminente e os novos donos vão transformar o espaço num restaurante de luxo, tal e qual o extinto Hard Club em Gaia. Esta última sem dúvida a sala em Portugal (que eu conheça) que possuía a melhor acústica para concertos no nosso país.
Podem dizer-me que há algumas alternativas em Lisboa, mas não as há, essa é a realidade.
O Santiago Alquimista é uma boa sala de espectáculos, mas não consegue substituir o Paradise só e apenas pelo facto de levar muito menos pessoas e também pelo facto das dimensões do palco serem tão reduzidas, que se torna difícil a movimentação dos músicos. A altura do mesmo também não ajuda as últimas filas. Mesmo com estas limitações, penso que seja a melhor alternativa ao extinto Paradise Garage.
O Music Box, além de ser também um espaço muito pequeno, é horrível para quem realmente quer ver um concerto. Não é um espaço largo, e tirando as primeiras filas, quase ninguém vê a banda no palco (demasiado baixo).
O Clube Lua também é um espaço com dimensões reduzidas, e por isso nem alternativa é.
A verdade é que em Portugal ainda estamos longe (demasiado longe) de termos um meio musical a sério.
Apetece mandar os senhores empresários da noite todos para a excelentíssima senhora que os pariu.
Orlando Angelino
O problema é que com o encerramento do Paradise Garage no Verão passado, Lisboa deixou de ter uma sala para concertos de média dimensão (500/600 pessoas), o que obriga a considerar alternativas nas áreas limítrofes, neste caso, Corroios ou Cascais. E mesmo assim só talvez a primeira opção seja aceitável.
Não se percebe muito bem este encerramento, mas segundo a administração do espaço, a sua venda estava iminente e os novos donos vão transformar o espaço num restaurante de luxo, tal e qual o extinto Hard Club em Gaia. Esta última sem dúvida a sala em Portugal (que eu conheça) que possuía a melhor acústica para concertos no nosso país.
Podem dizer-me que há algumas alternativas em Lisboa, mas não as há, essa é a realidade.
O Santiago Alquimista é uma boa sala de espectáculos, mas não consegue substituir o Paradise só e apenas pelo facto de levar muito menos pessoas e também pelo facto das dimensões do palco serem tão reduzidas, que se torna difícil a movimentação dos músicos. A altura do mesmo também não ajuda as últimas filas. Mesmo com estas limitações, penso que seja a melhor alternativa ao extinto Paradise Garage.
O Music Box, além de ser também um espaço muito pequeno, é horrível para quem realmente quer ver um concerto. Não é um espaço largo, e tirando as primeiras filas, quase ninguém vê a banda no palco (demasiado baixo).
O Clube Lua também é um espaço com dimensões reduzidas, e por isso nem alternativa é.
A verdade é que em Portugal ainda estamos longe (demasiado longe) de termos um meio musical a sério.
Apetece mandar os senhores empresários da noite todos para a excelentíssima senhora que os pariu.
Orlando Angelino
16.10.07
Quem quer ter editora?
Num passado ainda recente, qualquer banda ou artista ambicionava assinar contrato com uma editora discográfica. Actualmente, muitos consagrados estão a desligar-se de compromissos e a assumirem o controlo das edições das suas novas canções. E, cada vez mais, surgem novos talentos que aparecem e se tornam conhecidos através da Internet.
A indústria discográfica, tal como a conhecemos, morreu, mas as editoras ainda não o sabem. Todavia, a certidão de óbito já está passada. Não chegou foi ao conhecimento oficial dos defuntos porque as certidões teimam em permanecer numa qualquer caixa de correio. A atitude tem sido semelhante à de muitos portugueses que não levantam cartas registadas nos correios porque temem más notícias.
Os últimos anos têm sido passados com a indústria dos discos a diminuir receitas e a despedir trabalhadores. Simultaneamente, assistimos, na Internet, a um consumo crescente de música tanto através do recurso a esquemas piratas como a compra de música em formato digital. E, sobretudo, muita gente escuta música gratuitamente nos sites dos próprios artistas ou nos populares youtube ou myspace. Porém, o negócio do disco aproxima-se do momento do “estoiro” em que “dará o berro” aproximando-se da situação das vendas dos discos de vinil para coleccionador comprar.
Muitos músicos já anteciparam esta tendência porque sabem que as possibilidades promocionais da Internet estão anos luz à frente das complicadas guerras de bastidores que ocorrem em corredores de editoras. Agora, os músicos podem controlar toda a actividade, incluindo a promoção, distribuição e comercialização dos seus trabalhos. Numa loja virtual, uma edição via multinacional é igual a uma edição de autor e todos conseguem colocar os seus temas à venda. Mesmo considerando que essas receitas serão menores do que aquelas que no passado se conseguiam com as vendas de discos, as contrapartidas são evidentes se constatarmos a possibilidade de atingir outros públicos e, assim, aumentar o número de concertos ao vivo. O segredo do sucesso e da viabilidade financeira em Portugal passa e sempre passou pelos concertos ao vivo. Quanto mais divulgado for um trabalho, maior o número de concertos e maior a receita que se irá realizar.
A única hipótese das editoras é conseguirem compreender os ventos de mudança e operarem significativas adaptações ao mercado dos dias de hoje. Tal como, em nome da sobrevivência, o negócio da PT se tem diversificado, também as editoras o terão de fazer. É inevitável.
O disco está à beira do fim e eu serei um dos poucos clientes no nicho de mercado dos coleccionadores.
Luís Silva do Ó
A indústria discográfica, tal como a conhecemos, morreu, mas as editoras ainda não o sabem. Todavia, a certidão de óbito já está passada. Não chegou foi ao conhecimento oficial dos defuntos porque as certidões teimam em permanecer numa qualquer caixa de correio. A atitude tem sido semelhante à de muitos portugueses que não levantam cartas registadas nos correios porque temem más notícias.
Os últimos anos têm sido passados com a indústria dos discos a diminuir receitas e a despedir trabalhadores. Simultaneamente, assistimos, na Internet, a um consumo crescente de música tanto através do recurso a esquemas piratas como a compra de música em formato digital. E, sobretudo, muita gente escuta música gratuitamente nos sites dos próprios artistas ou nos populares youtube ou myspace. Porém, o negócio do disco aproxima-se do momento do “estoiro” em que “dará o berro” aproximando-se da situação das vendas dos discos de vinil para coleccionador comprar.
Muitos músicos já anteciparam esta tendência porque sabem que as possibilidades promocionais da Internet estão anos luz à frente das complicadas guerras de bastidores que ocorrem em corredores de editoras. Agora, os músicos podem controlar toda a actividade, incluindo a promoção, distribuição e comercialização dos seus trabalhos. Numa loja virtual, uma edição via multinacional é igual a uma edição de autor e todos conseguem colocar os seus temas à venda. Mesmo considerando que essas receitas serão menores do que aquelas que no passado se conseguiam com as vendas de discos, as contrapartidas são evidentes se constatarmos a possibilidade de atingir outros públicos e, assim, aumentar o número de concertos ao vivo. O segredo do sucesso e da viabilidade financeira em Portugal passa e sempre passou pelos concertos ao vivo. Quanto mais divulgado for um trabalho, maior o número de concertos e maior a receita que se irá realizar.
A única hipótese das editoras é conseguirem compreender os ventos de mudança e operarem significativas adaptações ao mercado dos dias de hoje. Tal como, em nome da sobrevivência, o negócio da PT se tem diversificado, também as editoras o terão de fazer. É inevitável.
O disco está à beira do fim e eu serei um dos poucos clientes no nicho de mercado dos coleccionadores.
Luís Silva do Ó
23.6.07
Especial Trabalhadores do Comércio
O regresso dos Trabalhadores do Comércio em destaque.Emissão especial do Programa Atlântico de Bruno Gonçalves Pereira, hoje a partir das 21 horas, na Antena Miróbriga.
Conversa conduzida por Luís Silva do Ó.
Para escutar em directo ir a:
http://www.radios.pt
http://www.antenamirobriga.pt
Brevemente disponível em:
http://ooutrolugar.blogspot.com
"A rádio vai morrer muito em breve"
In Diário de Notícias de ontem, disponível aqui.
"A rádio vai morrer muito em breve e só a publicidade é que decidirá por quanto tempo é que ela se mantém". O vaticínio, pessimista, foi assumido quarta-feira ao final da tarde pelo jornalista Luís Filipe Costa durante um seminário na Sociedade Portuguesa de Autores sobre a sobrevivência da rádio, onde estiveram ainda presentes responsáveis como Luis Osório, Luís Montez e António Sala.
O futuro da rádio portuguesa foi o mote do debate e Luís Filipe Costa não foi o único a demonstrar uma visão pessimista sobre o tema. Também Luís Osório, director do Rádio Clube, considerou que a rádio "está numa encruzilhada". E explicou: "por um lado, as receitas publicitárias não param de descer - muito mais se forem vistas à escala da Europa. Por outro, falta a ousadia de pensar que não existem desafios". Para Osório, actualmente, "todas [rádios] se parecem imitar umas às outros".
Luís Filipe Costa argumentou que o estado actual da rádio deve-se "às novas tecnologias, como a Internet ou o iPod". Também António Sala revelou reservas sobre o futuro deste meio de comunicação, mas para o comunicador a televisão é a grande responsável. "A televisão esmaga a rádio, é uma luta desleal", afirmou o comunicador, profissional da Rádio Renascença.
António Sala, que celebra 40 anos de carreira, aponta a criatividade como uma forma das emissoras se afirmarem no mundo da comunicação. "A rádio tem que se ginasticar e reinventar, sempre com imaginação. Tem que haver a capacidade de arriscar, de tropeçar e de não ser politicamente correcto", referiu. O antigo apresentador do histórico Despertar, e que também fez carreira na televisão, disse ainda que a rádio "tem que tornar os seus possíveis inimigos, como a televisão, em aliados".
Luís Montez, proprietário das rádios Radar, Oxigénio e Capital, foi quem fez o discurso mais optimista ao afirmar que, "agora, mais do que nunca, existe um maior número de rádios especializadas num género musical, existe maior variedade". Ao contrário dos restantes oradores, Luís Montez classificou as novas tecnologias como aliadas da rádio. "Com a chegada da Internet, a rádio ganhou imenso", diz, explicando que "os emails vieram estreitar a comunicação entre os locutores e os ouvintes". Isto porque, nos locais onde não existem frequências para determinadas rádios, os ouvintes podem agora acompanhar as emissões na Net.
Luís Filipe Costa deixou claro que "só tornando a ser um espectáculo de som é que a rádio terá um bom futuro". António Sala, apesar das reservas sobre o futuro que se adivinha, rematou com a afirmação: "a rádio não está esgotada".
"A rádio vai morrer muito em breve e só a publicidade é que decidirá por quanto tempo é que ela se mantém". O vaticínio, pessimista, foi assumido quarta-feira ao final da tarde pelo jornalista Luís Filipe Costa durante um seminário na Sociedade Portuguesa de Autores sobre a sobrevivência da rádio, onde estiveram ainda presentes responsáveis como Luis Osório, Luís Montez e António Sala.
O futuro da rádio portuguesa foi o mote do debate e Luís Filipe Costa não foi o único a demonstrar uma visão pessimista sobre o tema. Também Luís Osório, director do Rádio Clube, considerou que a rádio "está numa encruzilhada". E explicou: "por um lado, as receitas publicitárias não param de descer - muito mais se forem vistas à escala da Europa. Por outro, falta a ousadia de pensar que não existem desafios". Para Osório, actualmente, "todas [rádios] se parecem imitar umas às outros".
Luís Filipe Costa argumentou que o estado actual da rádio deve-se "às novas tecnologias, como a Internet ou o iPod". Também António Sala revelou reservas sobre o futuro deste meio de comunicação, mas para o comunicador a televisão é a grande responsável. "A televisão esmaga a rádio, é uma luta desleal", afirmou o comunicador, profissional da Rádio Renascença.
António Sala, que celebra 40 anos de carreira, aponta a criatividade como uma forma das emissoras se afirmarem no mundo da comunicação. "A rádio tem que se ginasticar e reinventar, sempre com imaginação. Tem que haver a capacidade de arriscar, de tropeçar e de não ser politicamente correcto", referiu. O antigo apresentador do histórico Despertar, e que também fez carreira na televisão, disse ainda que a rádio "tem que tornar os seus possíveis inimigos, como a televisão, em aliados".
Luís Montez, proprietário das rádios Radar, Oxigénio e Capital, foi quem fez o discurso mais optimista ao afirmar que, "agora, mais do que nunca, existe um maior número de rádios especializadas num género musical, existe maior variedade". Ao contrário dos restantes oradores, Luís Montez classificou as novas tecnologias como aliadas da rádio. "Com a chegada da Internet, a rádio ganhou imenso", diz, explicando que "os emails vieram estreitar a comunicação entre os locutores e os ouvintes". Isto porque, nos locais onde não existem frequências para determinadas rádios, os ouvintes podem agora acompanhar as emissões na Net.
Luís Filipe Costa deixou claro que "só tornando a ser um espectáculo de som é que a rádio terá um bom futuro". António Sala, apesar das reservas sobre o futuro que se adivinha, rematou com a afirmação: "a rádio não está esgotada".
19.6.07
Estrangeiro manda na música nacional
David Ferreira deixa EMI Music Portugal
E a indústria musical em Portugal segue os caminhos perspectivados em meses de debates neste blogue. O único resistente neste momento chama-se Tozé Brito (Universal).
Por vezes é triste ter razão.
Mais informações
E a indústria musical em Portugal segue os caminhos perspectivados em meses de debates neste blogue. O único resistente neste momento chama-se Tozé Brito (Universal).
Por vezes é triste ter razão.
Mais informações
8.6.07
A Marta partiu
Soube no princípio da tarde do dia 7 (feriado) que a Marta Ferreira, manager dos Xutos & Pontapés e irmã do Kalú, sucumbira a um ataque cardíaco. Fiquei a olhar para a mensagem no telemóvel, confirmei-a pouco depois, levou tempo a digerir.
Conheci a Marta e com ela tratei de assuntos que envolveram as duas bandas. Não teço loas de circunstância mas tenho que dizer isto: a Marta era o número cinco da banda, um exemplo de competência, frontalidade e profissionalismo, que me perdoem todos os outros que fazem a grande equipa dos Xutos. Ao Kalú, à família e aos Xutos, o abraço solidário dos UHF. Até sempre Marta.
António Manuel Ribeiro
(In site oficial dos UHF)
Conheci a Marta e com ela tratei de assuntos que envolveram as duas bandas. Não teço loas de circunstância mas tenho que dizer isto: a Marta era o número cinco da banda, um exemplo de competência, frontalidade e profissionalismo, que me perdoem todos os outros que fazem a grande equipa dos Xutos. Ao Kalú, à família e aos Xutos, o abraço solidário dos UHF. Até sempre Marta.
António Manuel Ribeiro
(In site oficial dos UHF)
7.6.07
O adeus de Marta Ferreira
O blogue Canal Maldito encontra-se em estado de hibernação, porém, tendo ocorrido hoje o inesperado falecimento de Marta Ferreira, irmã de Kalu e manager dos Xutos & Pontapés, não queria deixar de prestar uma pequena e insignificante homenagem. Contactei de perto com a Marta durante o período em que os k2o3 gravaram o seu primeiro CD - editado pela El-Tatu - e realizaram algumas primeiras partes de Xutos.Tenho dela a visão da manager exemplar e principal responsável pelo ressurgimento da carreira dos Xutos - reporto-me aos tempos seguintes à edição de “Gritos Mudos” (1990) e ao período conturbado que os Xutos internamente viveram.
A última vez que com ela estive pessoalmente foi na noite de 17 de Março de 2006, no decurso do espectáculo da “Febre de Sábado” em Matosinhos. Posteriormente, ainda trocámos alguns emails. Ao Kalú, ao Kabeca, à família e aos Xutos & Pontapés transmito um abraço com o meu profundo pesar.
Marta Ferreira esteve para os Xutos como Brian Epstein esteve para os Beatles.
Eternamente insubstituível.
Até sempre.
Luís Silva do Ó
Dia 8, 6ª feira, a partir das 18h00 na Casa Mortuária da Basílica da Estrela.
Dia 9, sábado, Missa de corpo presente pelas 16h30, saindo depois para o Cemitério dos Olivais.
Morreu Marta Ferreira
Terá sofrido paragem cardíaca
Morreu Marta Ferreira, a agente dos Xutos & Pontapés
07.06.2007 - 18h44 Lusa
A agente dos Xutos & Pontapés, Marta Ferreira, 44 anos, morreu hoje no aeroporto de Lisboa alegadamente devido a uma paragem cardíaca, afirmou à Lusa o guitarrista Zé Pedro.
Marta Ferreira terá sofrido uma paragem cardíaca na altura em que a banda se preparava para partir para o Canadá, onde actuaria no sábado em Toronto.
Segundo Zé Pedro, Marta Ferreira faleceu cerca das 12h00 depois de ter sofrido uma paragem cardíaca numa das casas de banho do aeroporto.
No entanto, as causas exactas da morte só serão conhecidas depois de feita a autópsia no Instituto de Medicina Legal, onde está o corpo da "manager" da banda.
Zé Pedro critica falta de assistência médica no aeroporto
Zé Pedro disse também que Marta Ferreira ainda foi assistida por dois voluntários da Cruz Vermelha e por uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica, mas já não foi possível reanimá-la.
"O mais chocante foi a falta de assistência de um aeroporto como este onde não havia hoje um médico nem máquinas de reanimação", acusou o guitarrista.
"Queremos saber se houve negligência ou não e se houve falta de assistência no aeroporto", reforçou o músico.
Marta Ferreira, natural do Porto e irmã do baterista Kalú, era a agente dos Xutos & Pontapés desde o início dos anos 1990.
"Era uma peça fundamental na banda", afirmou Zé Pedro, referindo ainda que os Xutos cancelaram a ida a Toronto e poderão cancelar também os próximos concertos da actual digressão.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1296148
Morreu Marta Ferreira, a agente dos Xutos & Pontapés
07.06.2007 - 18h44 Lusa
A agente dos Xutos & Pontapés, Marta Ferreira, 44 anos, morreu hoje no aeroporto de Lisboa alegadamente devido a uma paragem cardíaca, afirmou à Lusa o guitarrista Zé Pedro.
Marta Ferreira terá sofrido uma paragem cardíaca na altura em que a banda se preparava para partir para o Canadá, onde actuaria no sábado em Toronto.
Segundo Zé Pedro, Marta Ferreira faleceu cerca das 12h00 depois de ter sofrido uma paragem cardíaca numa das casas de banho do aeroporto.
No entanto, as causas exactas da morte só serão conhecidas depois de feita a autópsia no Instituto de Medicina Legal, onde está o corpo da "manager" da banda.
Zé Pedro critica falta de assistência médica no aeroporto
Zé Pedro disse também que Marta Ferreira ainda foi assistida por dois voluntários da Cruz Vermelha e por uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica, mas já não foi possível reanimá-la.
"O mais chocante foi a falta de assistência de um aeroporto como este onde não havia hoje um médico nem máquinas de reanimação", acusou o guitarrista.
"Queremos saber se houve negligência ou não e se houve falta de assistência no aeroporto", reforçou o músico.
Marta Ferreira, natural do Porto e irmã do baterista Kalú, era a agente dos Xutos & Pontapés desde o início dos anos 1990.
"Era uma peça fundamental na banda", afirmou Zé Pedro, referindo ainda que os Xutos cancelaram a ida a Toronto e poderão cancelar também os próximos concertos da actual digressão.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1296148
12.3.07
O fantástico baú
Desde há muitos anos que se fala dos inéditos e das canções “esquecidas” no fundo do baú dos pioneiros rock lusitanos UHF. A isto acresce a ausência em formato CD da maioria dos álbuns editados por este grupo e algum ostracismo a que o seu importante trabalho foi remetido. Mesmo aqueles que nunca simpatizaram com a música personalizada dos UHF reconhecem o mérito pioneiro de 1980, a atitude rock de António Manuel Ribeiro no então incipiente panorama musical português e a perseverança com que este homem ultrapassou problemas gravíssimos sem que colocasse publicamente em causa a continuidade do projecto. Foram várias as cisões internas, os problemas com diversos tipos de dependências (álcool e drogas) e, durante a década de 80, António Manuel Ribeiro coleccionou cicatrizes e graves acidentes de automóvel que o chegaram a deixar às portas da morte.Tivesse ele morrido num desses momentos e seria, hoje, o mito maior do rock português… Felizmente, permanece vivo mesmo que a chama dos UHF tenha vindo a ser consumida por responsabilidade própria ou alheia. Os inimigos coleccionados em anos de frontalidade desregrada, num meio tão pequeno como o nosso, têm sempre inevitáveis consequências mediáticas.
O álbum “Canções prometidas” mostra-nos parte do espólio de raridades que António Manuel Ribeiro tem mantido secreto. Apesar de conhecer algumas destas pérolas inéditas (ser amigo de longa data do António tem destas vantagens), desconhecia a maioria dos temas deste CD. Mesmo tendo consciência de que esta seria sempre uma edição histórica – porquanto única no nosso panorama –, acabei por ficar desarmado à medida que fui escutando o trabalho. Além de um disco histórico, estamos na presença de um dos melhores e mais bem conseguidos álbuns da carreira dos UHF. Temos canções inéditas de 1979 que podiam ter integrado o “À Flor da Pele”, mas temos também potenciais sucessos gravados em 2005 e não incluídos no “Há Rock no Caís”. A canção que mostro no Banco, de 2001, é um bom exemplo da agradável surpresa de “Canções prometidas”.
E este é somente o primeiro volume de um conjunto de três…
Luís Silva do Ó
Reprodução do post disponibilizado no blogue “Banco de Ensaio” e dedicado ao disco de raridades dos UHF.
Clicar para escutar o espaço “Banco de Ensaio”.
Para adquirir a 1ª edição (especial) de “Canções Prometidas”:
Os pedidos de envio da 1ª edição que inclui uma faixa escondida poderão ser realizados através do endereço aiemera-lda@sapo.pt, com o preço do lançamento de 11 Euros acrescido de 2,30 Euros para despesas de envio por correio registado. A edição regular será colocada à venda nas lojas dentro de 3 semanas.
Curiosidade vinda dos arquivos da RTP e disponibilizada por Toupeira:
9.3.07
k2o3 estão de regresso
"No fio da navalha" é o título do terceiro álbum do conhecido projecto k2o3
O regresso dos k2o3, banda punk-rock que fez furor em meados dos anos 90, encontra-se previsto para breve. Os autores de "Vaquinha", "Histórias de ti", "Veneno", "Fuga" ou "Tia bestial" estão a gravar 25 novos temas e contam disponibilizar (gratuitamente) as músicas através de um site na internet.
Em declarações exclusivas ao nosso blogue, o líder dos k2o3, Ulisses, explicou-nos com um entusiasmo contagiante, os motivos que o levaram a reactivar a banda e aquilo que se pode esperar de "No fio da navalha".
"Em primeiro lugar, a paixão pela música e a vontade de voltar a dar concertos. Em segundo lugar a consciência de que os k2o3 continuam a ter um espaço próprio na cena punk-rock nacional que com o passar dos anos não foi atenuada; a constante insistência de fãs, admiradores da banda e amigos para que a banda não acabasse e também o facto de achar que temos muito mais para dizer e fazer, que aquilo que fizemos foi pouco e muito aquém do potencial que a banda tem.
Acho que somos capazes de ir mais longe e de fazer muito melhor!
Mas acima de tudo, porque gostamos de música! Está no nosso sangue!"
Já tivemos oportunidade de escutar parte deste novo álbum e ousamos garantir que "No fio da navalha" será o melhor disco gravado até ao momento pelos k2o3. Temas fortes e comerciais não faltam, assim como músicas propícias à confusão própria dos concertos ao vivo.
Para aguçar o apetite sugerimos uma visita a www.myspace.com/k2o3 onde circulam 4 dos novos temas.
........
Como curiosidade deixamos a surreal versão do clássico Vaquinha descoberta algures no YouTube... quem disse que Portugal é uma Nação cinzenta!?
O regresso dos k2o3, banda punk-rock que fez furor em meados dos anos 90, encontra-se previsto para breve. Os autores de "Vaquinha", "Histórias de ti", "Veneno", "Fuga" ou "Tia bestial" estão a gravar 25 novos temas e contam disponibilizar (gratuitamente) as músicas através de um site na internet.
Em declarações exclusivas ao nosso blogue, o líder dos k2o3, Ulisses, explicou-nos com um entusiasmo contagiante, os motivos que o levaram a reactivar a banda e aquilo que se pode esperar de "No fio da navalha".
"Em primeiro lugar, a paixão pela música e a vontade de voltar a dar concertos. Em segundo lugar a consciência de que os k2o3 continuam a ter um espaço próprio na cena punk-rock nacional que com o passar dos anos não foi atenuada; a constante insistência de fãs, admiradores da banda e amigos para que a banda não acabasse e também o facto de achar que temos muito mais para dizer e fazer, que aquilo que fizemos foi pouco e muito aquém do potencial que a banda tem.
Acho que somos capazes de ir mais longe e de fazer muito melhor!
Mas acima de tudo, porque gostamos de música! Está no nosso sangue!"
Já tivemos oportunidade de escutar parte deste novo álbum e ousamos garantir que "No fio da navalha" será o melhor disco gravado até ao momento pelos k2o3. Temas fortes e comerciais não faltam, assim como músicas propícias à confusão própria dos concertos ao vivo.
Para aguçar o apetite sugerimos uma visita a www.myspace.com/k2o3 onde circulam 4 dos novos temas.
........
Como curiosidade deixamos a surreal versão do clássico Vaquinha descoberta algures no YouTube... quem disse que Portugal é uma Nação cinzenta!?
28.2.07
UHF: Raridades e encontro de fãs
No próximo dia 3 de Março, o Clube de Fãs dos UHF promove o seu encontro anual, numa iniciativa que contará com a presença dos músicos da banda e com actividades paralelas: venda e troca de discos usados, venda de merchandising a preços reduzidos e concerto especialmente concebido para essa noite a partir das 24 horas na Discoteca Swell (Costa da Caparica).
Também no decurso desse encontro, será comercializada uma primeira edição especial, em exclusivo para os membros do Clube de Fãs e demais participantes do evento, do CD "Canções Prometidas – Raridades, volume 1".
Em Março, este álbum de raridades chega às lojas com o seguinte alinhamento:
1 Deste Lado do Rio 1979 (AMR; C. Peres) Inédito
2 Estou de Passagem (voo 079) 1979 (AMR; R. Gomes) Inédito
3 Jorge Morreu 1982 (AMR) Versão nunca editada
4 Nove Anos (versão longa) 1987 (AMR) Versão nunca editada
5 Esta Mentira à Solta 1989 (AMR) Nunca editado em CD
6 Geraldine (ao vivo) 1990 (AMR; C. Peres) Versão nunca editada
7 Dois Numa Vida 1993 (AMR; R. Júnior) Nunca editado em CD
8 Joana (a mais bela) 1998 (AMR; Marco C. Cesário) Inédito
9 Por Essa Mulher 1998 (AMR; A. Côrte-Real) Inédito
10 Uma Valsa / Uma Dança 2001 (AMR; Jorge M. Costa) Inédito
11 A Lágrima Caiu (acústico) 2004 (AMR) Versão nunca editada
12 Menino (canção da Beira Baixa) 2005 (Pop, E. Bettencourt; Arr: AMR) Inédito
13 Canção de Roubar o Amor 2005 (AMR) Inédito
Não será este o post correcto para analisar o alinhamento e a oportunidade da edição, mas não resisto a louvar a iniciativa, destacando, como principal curiosidade, o tema inédito da dupla AMR/Carlos Peres ("Deste lado do rio"), assim como a versão (?) desconhecida de "Estou de Passagem", ambas gravadas em 1979.
Sublinho, ainda, o destapar da versão longa de "Nove Anos" (a letra completa já tinha sido incluída no single "Na tua cama"/"Nove anos") e a versão de "Jorge Morreu" (1982) realizada em época muito alta da carreira dos UHF.
Motivo de regozijo, ainda, para a inclusão da música gravada ao vivo em 13 de Julho de 1990, "Geraldine", a qual, apesar de estar verdadeiramente diabólica, não havia sido seleccionada para o alinhamento do disco ao vivo "Julho, 13".
Em todos os discos dos UHF existe o designado "tema forte" e neste - o mais forte - chama-se "Canção de Roubar o Amor".
Mais informações sobre o Encontro: info@uhfrock.com
Também no decurso desse encontro, será comercializada uma primeira edição especial, em exclusivo para os membros do Clube de Fãs e demais participantes do evento, do CD "Canções Prometidas – Raridades, volume 1".
Em Março, este álbum de raridades chega às lojas com o seguinte alinhamento:
1 Deste Lado do Rio 1979 (AMR; C. Peres) Inédito
2 Estou de Passagem (voo 079) 1979 (AMR; R. Gomes) Inédito
3 Jorge Morreu 1982 (AMR) Versão nunca editada
4 Nove Anos (versão longa) 1987 (AMR) Versão nunca editada
5 Esta Mentira à Solta 1989 (AMR) Nunca editado em CD
6 Geraldine (ao vivo) 1990 (AMR; C. Peres) Versão nunca editada
7 Dois Numa Vida 1993 (AMR; R. Júnior) Nunca editado em CD
8 Joana (a mais bela) 1998 (AMR; Marco C. Cesário) Inédito
9 Por Essa Mulher 1998 (AMR; A. Côrte-Real) Inédito
10 Uma Valsa / Uma Dança 2001 (AMR; Jorge M. Costa) Inédito
11 A Lágrima Caiu (acústico) 2004 (AMR) Versão nunca editada
12 Menino (canção da Beira Baixa) 2005 (Pop, E. Bettencourt; Arr: AMR) Inédito
13 Canção de Roubar o Amor 2005 (AMR) Inédito
Não será este o post correcto para analisar o alinhamento e a oportunidade da edição, mas não resisto a louvar a iniciativa, destacando, como principal curiosidade, o tema inédito da dupla AMR/Carlos Peres ("Deste lado do rio"), assim como a versão (?) desconhecida de "Estou de Passagem", ambas gravadas em 1979.
Sublinho, ainda, o destapar da versão longa de "Nove Anos" (a letra completa já tinha sido incluída no single "Na tua cama"/"Nove anos") e a versão de "Jorge Morreu" (1982) realizada em época muito alta da carreira dos UHF.
Motivo de regozijo, ainda, para a inclusão da música gravada ao vivo em 13 de Julho de 1990, "Geraldine", a qual, apesar de estar verdadeiramente diabólica, não havia sido seleccionada para o alinhamento do disco ao vivo "Julho, 13".
Em todos os discos dos UHF existe o designado "tema forte" e neste - o mais forte - chama-se "Canção de Roubar o Amor".
Mais informações sobre o Encontro: info@uhfrock.com
27.2.07
Plastica: Novo disco e concertos
Os Plastica estão de regresso aos palcos para concertos de apresentação do novíssimo álbum Kaleidoscope.Antes de Portugal, e porque o CD saiu primeiro em Espanha, os Plastica tocam a 2 de Março na sala Greenpeace Heineken em Valência e dia 3 na sala Filmore Rock em Málaga.
Serão anunciadas em breve duas festas de lançamento de Kaleidoscope em Portugal.
Vamos acompanhar.
Até lá sugiro visitas ao site e ao espaço no myspace onde se podem escutar alguns dos temas novos.
PS: Não que seja músico da banda, mas aqui deixo um abraço ao "velho" amigo João Quintela.
15.2.07
Uma "Revolta" dentro de nós
Não existem estilos de música bons e estilos de música maus. O que existe é música da qual gostamos e música que não apreciamos. Porém, é sabido que ao vivo as coisas ganham uma dimensão diferente dos bonitos discos que se vão comprando (no meu caso) ou “gamando pela net” (na esmagadora maioria dos consumidores musicais). Quantos vezes discos fracos não impedem as bandas de serem grandes ao vivo?
E quantos discos fantásticos não terminam em prestações desoladoras em concerto?
Naturalmente que o melhor é serem simultaneamente excelentes nestas duas abordagens complementares. De entre os diversos estilos musicais, existe um (entre outros) que ganha nova dimensão ao vivo.
A actuação de um bom grupo punk-rock gera uma elevada comunhão com o público, sobretudo se ocorrer num pequeno clube em que os músicos quase se encontram no meio dos espectadores.
A energia, os decibéis, a cerveja, a entrega, as músicas musculadas e, principalmente, as letras fortemente politizadas e interventivas fazem do punk-rock um estilo permanentemente atractivo, mesmo que com épocas menos populares.
Vem tudo isto a propósito do novíssimo projecto de António Côrte-Real (guitarrista dos UHF) que, na companhia dos também experientes Bruno Alves (ex: Porta Voz e Dayoff) e de Anselmo Alves (ex: Lulu Blind e Dayoff), conjuga música carregada de energia com letras repletas de forte crítica social. A paixão de ACR pelo punk e pelos Ramones é do conhecimento público, encontrando-se agora bem patente nos primeiros temas disponibilizados pelo colectivo da Revolta.
Fruto de uma saudável colaboração com este blogue, António Corte-Real facultou-nos “Ter ou não ter” e “Ninguém manda em ti”, dois temas que farão parte do álbum de estreia e que se encontram, a partir de hoje, a rodar no nosso player.
Termino socorrendo-me da opinião expressa por Ulisses (mentor de k2o3 e Dayoff) a respeito do primeiro concerto da Revolta:
“(…) quem foi ao concerto viu um “Power trio” coeso, bem ensaiado e acima de tudo com muita atitude, quer na forma de tocar quer no conteúdo das mensagens explícitas nos mais diversos temas. Directos e sem rodeios, os Revolta descarregaram um rock enérgico e musculado onde desfilaram músicas como “Ninguém manda em ti”, “Bush”, “Eu quero ser”, “Ter ou não ter”, “Estrela”, “Tu”, “Nuclear”, entre outros (…)”
Almada permanece um viveiro de projectos musicais que transportam consigo a determinação de tempos passados.
Hoje, falamos de um grito que se quer no volume máximo de qualquer sistema sonoro… e, de preferência, num palco onde a alta definição se confunda com uma realidade nada virtual. Existe uma “Revolta” que nos garante que ninguém manda em ti.
Luís Silva do Ó
Mais informações no site e myspace da "Revolta".
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