No próximo dia 3 de Março, o Clube de Fãs dos UHF promove o seu encontro anual, numa iniciativa que contará com a presença dos músicos da banda e com actividades paralelas: venda e troca de discos usados, venda de merchandising a preços reduzidos e concerto especialmente concebido para essa noite a partir das 24 horas na Discoteca Swell (Costa da Caparica).
Também no decurso desse encontro, será comercializada uma primeira edição especial, em exclusivo para os membros do Clube de Fãs e demais participantes do evento, do CD "Canções Prometidas – Raridades, volume 1".
Em Março, este álbum de raridades chega às lojas com o seguinte alinhamento:
1 Deste Lado do Rio 1979 (AMR; C. Peres) Inédito
2 Estou de Passagem (voo 079) 1979 (AMR; R. Gomes) Inédito
3 Jorge Morreu 1982 (AMR) Versão nunca editada
4 Nove Anos (versão longa) 1987 (AMR) Versão nunca editada
5 Esta Mentira à Solta 1989 (AMR) Nunca editado em CD
6 Geraldine (ao vivo) 1990 (AMR; C. Peres) Versão nunca editada
7 Dois Numa Vida 1993 (AMR; R. Júnior) Nunca editado em CD
8 Joana (a mais bela) 1998 (AMR; Marco C. Cesário) Inédito
9 Por Essa Mulher 1998 (AMR; A. Côrte-Real) Inédito
10 Uma Valsa / Uma Dança 2001 (AMR; Jorge M. Costa) Inédito
11 A Lágrima Caiu (acústico) 2004 (AMR) Versão nunca editada
12 Menino (canção da Beira Baixa) 2005 (Pop, E. Bettencourt; Arr: AMR) Inédito
13 Canção de Roubar o Amor 2005 (AMR) Inédito
Não será este o post correcto para analisar o alinhamento e a oportunidade da edição, mas não resisto a louvar a iniciativa, destacando, como principal curiosidade, o tema inédito da dupla AMR/Carlos Peres ("Deste lado do rio"), assim como a versão (?) desconhecida de "Estou de Passagem", ambas gravadas em 1979.
Sublinho, ainda, o destapar da versão longa de "Nove Anos" (a letra completa já tinha sido incluída no single "Na tua cama"/"Nove anos") e a versão de "Jorge Morreu" (1982) realizada em época muito alta da carreira dos UHF.
Motivo de regozijo, ainda, para a inclusão da música gravada ao vivo em 13 de Julho de 1990, "Geraldine", a qual, apesar de estar verdadeiramente diabólica, não havia sido seleccionada para o alinhamento do disco ao vivo "Julho, 13".
Em todos os discos dos UHF existe o designado "tema forte" e neste - o mais forte - chama-se "Canção de Roubar o Amor".
Mais informações sobre o Encontro: info@uhfrock.com
28.2.07
27.2.07
Plastica: Novo disco e concertos
Os Plastica estão de regresso aos palcos para concertos de apresentação do novíssimo álbum Kaleidoscope.Antes de Portugal, e porque o CD saiu primeiro em Espanha, os Plastica tocam a 2 de Março na sala Greenpeace Heineken em Valência e dia 3 na sala Filmore Rock em Málaga.
Serão anunciadas em breve duas festas de lançamento de Kaleidoscope em Portugal.
Vamos acompanhar.
Até lá sugiro visitas ao site e ao espaço no myspace onde se podem escutar alguns dos temas novos.
PS: Não que seja músico da banda, mas aqui deixo um abraço ao "velho" amigo João Quintela.
15.2.07
Uma "Revolta" dentro de nós
Não existem estilos de música bons e estilos de música maus. O que existe é música da qual gostamos e música que não apreciamos. Porém, é sabido que ao vivo as coisas ganham uma dimensão diferente dos bonitos discos que se vão comprando (no meu caso) ou “gamando pela net” (na esmagadora maioria dos consumidores musicais). Quantos vezes discos fracos não impedem as bandas de serem grandes ao vivo?
E quantos discos fantásticos não terminam em prestações desoladoras em concerto?
Naturalmente que o melhor é serem simultaneamente excelentes nestas duas abordagens complementares. De entre os diversos estilos musicais, existe um (entre outros) que ganha nova dimensão ao vivo.
A actuação de um bom grupo punk-rock gera uma elevada comunhão com o público, sobretudo se ocorrer num pequeno clube em que os músicos quase se encontram no meio dos espectadores.
A energia, os decibéis, a cerveja, a entrega, as músicas musculadas e, principalmente, as letras fortemente politizadas e interventivas fazem do punk-rock um estilo permanentemente atractivo, mesmo que com épocas menos populares.
Vem tudo isto a propósito do novíssimo projecto de António Côrte-Real (guitarrista dos UHF) que, na companhia dos também experientes Bruno Alves (ex: Porta Voz e Dayoff) e de Anselmo Alves (ex: Lulu Blind e Dayoff), conjuga música carregada de energia com letras repletas de forte crítica social. A paixão de ACR pelo punk e pelos Ramones é do conhecimento público, encontrando-se agora bem patente nos primeiros temas disponibilizados pelo colectivo da Revolta.
Fruto de uma saudável colaboração com este blogue, António Corte-Real facultou-nos “Ter ou não ter” e “Ninguém manda em ti”, dois temas que farão parte do álbum de estreia e que se encontram, a partir de hoje, a rodar no nosso player.
Termino socorrendo-me da opinião expressa por Ulisses (mentor de k2o3 e Dayoff) a respeito do primeiro concerto da Revolta:
“(…) quem foi ao concerto viu um “Power trio” coeso, bem ensaiado e acima de tudo com muita atitude, quer na forma de tocar quer no conteúdo das mensagens explícitas nos mais diversos temas. Directos e sem rodeios, os Revolta descarregaram um rock enérgico e musculado onde desfilaram músicas como “Ninguém manda em ti”, “Bush”, “Eu quero ser”, “Ter ou não ter”, “Estrela”, “Tu”, “Nuclear”, entre outros (…)”
Almada permanece um viveiro de projectos musicais que transportam consigo a determinação de tempos passados.
Hoje, falamos de um grito que se quer no volume máximo de qualquer sistema sonoro… e, de preferência, num palco onde a alta definição se confunda com uma realidade nada virtual. Existe uma “Revolta” que nos garante que ninguém manda em ti.
Luís Silva do Ó
Mais informações no site e myspace da "Revolta".
7.2.07
Propaganda: O mainstream português
O rock em Portugal continua a revelar novos nomes com potencial de sucesso. Os Orangotang constituiram a principal revelação de 2006 e trilham caminhos sonoros exemplares do que deve ser o mainstream fabricado em Portugal.Propaganda é o álbum de estreia dos Orangotang, rodando actualmente nas charts de rádios nacionais de referência, como a Antena 3 e a Best Rock FM.
O trabalho de arranque dos Orangotang assume-se como uma historia de canções que reúne em português, indie rock de guitarras e ritmos fortes, melodias e electrónica vintage, numa aposta combinada da novel editora No Rec. e da CdGo.com, também numa primeira aventura enquanto distribuidora.
A partir de hoje encontra-se disponível no nosso player o tema Fome que sucede a Só!? e Lâmpada Azul, primeiros avanços de Propaganda, ambos com um percurso de conquista de airplay significativo.
A um preço inferior a 10 €uros não existem desculpas para não comprar o CD original.
Para adquirir Propaganda: Clicar aqui
3.2.07
A Revolta dos escravos
Dia 26, sexta-feira, 22h00. Local de trabalho, papelada em cima da mesa, maquetes, headlines, storyboards, imprensas, um número infindável de coisas para terminar e pessoal a stressar. Mas o tempo, para além de frio, tinha pressa e não ajudava nada. O nervoso miudinho começava a fazer-se sentir, não por causa do que ainda faltava fazer, mas porque a escassos quilómetros de distância os “Revolta” iam tocar pela primeira vez. E já só faltava meia hora. A minha boleia lá chegou, atrasada, e chegou também uma sandes para matar a fome e fazer a cama às cervejas que iria beber até às tantas. Era uma noite especial, era como se aquele concerto também fosse um pouco meu, sem guitarra em riste, mas porque os “Revoltados” são meus amigos, são pessoas que eu acompanho há alguns anos, foram meus companheiros de palco e tenho por eles uma profunda amizade, carinho e respeito.António Côrte-Real (guitarra e coros), Bruno Alves (Baixo e voz) e Anselmo Alves (Bateria e coros) subiram ao palco do Culto Club, em Cacilhas, para mostrar o projecto punk rock intitulado “Revolta”. A experiência de quem já anda nestas lides há muitos anos era gémea do entusiasmo idêntico de quem dá o seu primeiro concerto na vida. E isso é fantástico.
Apesar das condições sonoras não serem as melhores, quem foi ao concerto viu um “Power trio” coeso, bem ensaiado e acima de tudo com muita atitude, quer na forma de tocar quer no conteúdo das mensagens explícitas nos mais diversos temas. Directos e sem rodeios, os Revolta descarregaram um rock enérgico e musculado onde desfilaram músicas como “Ninguém manda em ti”, “Bush”, “Eu quero ser”, “Ter ou não ter”, “Estrela”, “Tu”, “Nuclear”, entre outros.
Independentemente do que possa acontecer, para mim esta é a Revolta dos “escravos” da música, de três amigos que necessitam dela para viver, como de ar para respirar, contrariando de forma exemplar os fantasmas que nem todos conseguem exorcisar. Se o futuro os vai soltar de outras amarras não sei, mas que o conformismo nunca mudou nada na vida, disso tenho pela convicção.
Da minha parte, estão lá.
Ulisses (k2o3)
24.1.07
A dura realidade
Mais a fazer, menos a fazer, as preocupações e considerações expostas no canal (e outras) não saiem da cabeça, e muitas vezes, as melhores reflexões até surgem quando nem estamos sentados no PC.
Alguns dados de máxima importância divulgados por aqui e que se calhar provocaram mais reflexões offline que online, mas que deveriam ter agitado os neurónios de nós pensadores da causa da musica feita por portugueses e em território nacional, isso deviam.
Hard Club encerra
UM - suspenso
Hard Club... pá, assim de repente, lembro-me de Deus (os belgas, não o Omnipresente), Ed Mota, este último dava de 0 a 10 seguramente um 12 ou 13 entre tantas outras noites de grande concertos... estamos a falar do único venue nacional capaz de cumprir um ridder técnico internacional (em Espanha nem quero enumerar para evitar maiores depressões)... se muda para Lisboa... sorte a vossa aí em baixo, porque nós aqui resta-nos sentir a dor da ressaca... se não se muda... perdemos todos...
UM… jornal musical de distribuição gratuito, distribuído nas fnacs e em outros sítios relacionados com ou directamente ligados ao consumo de musica… grande aposta na musica portuguesa, um projecto interessante sem duvida.
Sem conhecer detalhes e sem estar dentro destas situações concretas, e numa análise meia de algibeira, o factor, inviabilidade financeira deve estar relacionado na morte destes espaços, a falta de interesse do público, as fracas receitas publicitarias... enfim o costume.
Mas por muito dramático que isto possa parecer, para um músico não é uma realidade nova... todos os dias bandas acabam ou mantêm-se em coma pela mesma razão - inviabilidade financeira... ninguém lamenta de forma generalizada como nestes casos, porque bandas há muitas e, Hard Club só mesmo aquele... UM era só mesmo este… dramático, lamentável, mas nem sequer são excepções, cruel, fria, dura regra...
Tal como na nossa economia em geral, a solução é ser competitivo, trabalhar a marca, impor pela qualidade e assim internacionalizar, chegar a outros mercados com apetência para o consumo do produto cultural. Fácil de equacionar ou dizer, mas infinitamente mais difícil de atingir.
Muitas vezes em todas estas discussões, esquecemo-nos de nos confrontarmos com os tais nomes internacionais, que estão nos tops mundiais e que ocupam o tão prezado e polémico espaço nas playlists internacionais e nossas. É fácil a retórica da defesa da música portuguesa, mais difícil é estar aquele nível, sendo que é esse o nível que interessa, o tal que faz a diferença, aquele que arrasta multidões para concertos, o mesmo que convence a imprensa internacional aos grandes destaques, entrevistas e especiais de lançamento...
Claro que uma indústria altamente rentável, é também altamente bem oleada, e todo o marketing e investimento em imagem, fazem a diferença, mas nunca me esqueço das sábias palavras de Damon Albarn, (mais ou menos isto) “por muita produção em estúdio que haja, por muito marketing que se faça, a cena começa sempre na violinha e sentado no sofá... e é aí que a coisa tem que ser especial”.
Lembro-me sempre desta, e está sempre em riste aos meus devaneios de suposta competência e talento... para completar a receita, e quando estou com o ego em alta de críticas positivas ao meu trabalho em estúdio ou ao vivo, dou um salto a um link muito especial (pelo menos para mim) e é aí e então que os meu níveis de “armado em artista” descem, e se repõem os níveis do “vê lá se trabalhas para ver se aprendes ó cromo”
Estou-vos a falar da AOL e das suas AOL Sessions (desculpem a publicidade mas vão ver que vale a pena). Para muitos não será novidade, para os outros aqui vai:
A AOL faz sessões ao vivo em estúdio. Ou seja os senhores põem online grande parte do mainstream internacional live...
Podem ouvir / ver os senhores ali a suar a estopinhas, e com a excepção natural de um ou outro caso, é só bom... muitos estilos, abordagens, mas em geral uma coisa em comum... esses Srs., são da nata do mainstream internacional, e tem todos mesmo muito nível... facilmente comprovado ali, em situação live act... ou simplesmente, estes Srs. são os maiores para todo o mundo, porque de facto são os maiores do mundo a faze-lo... claro como a água...
Há de tudo... em grande...
Não queria sublinhar nomes, porque há de tudo e também porque gosto de bastantes, mas pronto, só alguns para vos ilustrar da minha experiência por lá...
Os Korn têm lá uma cena absolutamente extra terrestre, sub 0, ultra cool... os homens fizeram um unplugged. A banda de acústicos, sem bateria, mas com percussionista, piano clássico, outra guitarra acústica, e um freak (absolutamente o maior...) que faz lá umas cenas nas musicas, (numa secção A de uma das músicas só faz uuuuuuuu com uma melodia mínima esgazeada e completamente o que a musica pede e com muita classe...)... e pronto... extra terrestre, grandes canções wicked buster style.
Outra das muitas pérolas, Red Hot Chilli Peppers, estes homens (assim como tantos outros afinal), fazem o disco a banda... praticamente sem overdubs, só a cena... mas mainstream.... Freak loucura rock’n’roll psicadélica sem rodeios, directa mas mainstream... e aqui ao vivo e pronto... sem stress, só nível e classe e muita música naqueles cornos.
Curiosidade – vejam o Sean Paul. Não ligava nenhuma quando ouvia aquilo na rádio ou por aí... pá, cena dj, ok, tudo bem, bem feito, mas não me picava... vi lá e pronto... é uma banda... banda... não é dj... é banda, e do outro mundo...
Enfim, Peal Jam, Coldplay, Black Eyed Peas (vejam também, outra grande banda por trás de um som electrónico, pop mainstream (a que tenho que acrescentar) do século XXI... e que por trás é uma banda, orgânica, cheios de musica a tocarem mesmo muito bem com alma, tudo bom...
Outra curiosidade, Jammie Foxx, outra pérola do aol sessions, eu na minha patetice pensei que o homem se estava a passar e que os actores eram da tela, e os músicos da música... e que aquilo devia ser enfim... A minha patetice (burrice, e atirem para aí...), sem dúvida dos meus preferidos... gosto de ouvir/ver aquela música toda a passear por aquelas canções...
É muita música naquelas cabeças, dedos, canções, tudo tem muita música... muita hora de estudo, muito calo nos dedinhos, muito empenho... acredito que um homem do rock ou punk rock diga “man????? Black Eyed Peas???? Jamie Foxx????? Que é essa cena??????" pá tá tudo, não estou a dizer que é a melhor música do mundo, nem tão pouco a que gosto mais... mas aqueles gajos têm mesmo muita música em tudo o que estão ali a fazer, e estão a faze-lo de uma forma superior.... e por isso é que entram em todas as playlists em todos os países do mundo... por isso é que têm aqueles cachets, etc., etc., etc. e se és músico tens que perceber que tens que ter aquele nível todo para chegar aquele público todo... tens que estudar aquelas horinhas todas etc., etc.
Vale a visita
http://music.aol.com/videos/sessions/sessions_flash.adp
Pronto, descubram, com o inconveniente da publicidade, mas perfeitamente ultrapassado pela qualidade do conteúdo... Pérolas esclarecedoras...
Abraços e boa música,
Rui Pintado
Alguns dados de máxima importância divulgados por aqui e que se calhar provocaram mais reflexões offline que online, mas que deveriam ter agitado os neurónios de nós pensadores da causa da musica feita por portugueses e em território nacional, isso deviam.
Hard Club encerra
UM - suspenso
Hard Club... pá, assim de repente, lembro-me de Deus (os belgas, não o Omnipresente), Ed Mota, este último dava de 0 a 10 seguramente um 12 ou 13 entre tantas outras noites de grande concertos... estamos a falar do único venue nacional capaz de cumprir um ridder técnico internacional (em Espanha nem quero enumerar para evitar maiores depressões)... se muda para Lisboa... sorte a vossa aí em baixo, porque nós aqui resta-nos sentir a dor da ressaca... se não se muda... perdemos todos...
UM… jornal musical de distribuição gratuito, distribuído nas fnacs e em outros sítios relacionados com ou directamente ligados ao consumo de musica… grande aposta na musica portuguesa, um projecto interessante sem duvida.
Sem conhecer detalhes e sem estar dentro destas situações concretas, e numa análise meia de algibeira, o factor, inviabilidade financeira deve estar relacionado na morte destes espaços, a falta de interesse do público, as fracas receitas publicitarias... enfim o costume.
Mas por muito dramático que isto possa parecer, para um músico não é uma realidade nova... todos os dias bandas acabam ou mantêm-se em coma pela mesma razão - inviabilidade financeira... ninguém lamenta de forma generalizada como nestes casos, porque bandas há muitas e, Hard Club só mesmo aquele... UM era só mesmo este… dramático, lamentável, mas nem sequer são excepções, cruel, fria, dura regra...
Tal como na nossa economia em geral, a solução é ser competitivo, trabalhar a marca, impor pela qualidade e assim internacionalizar, chegar a outros mercados com apetência para o consumo do produto cultural. Fácil de equacionar ou dizer, mas infinitamente mais difícil de atingir.
Muitas vezes em todas estas discussões, esquecemo-nos de nos confrontarmos com os tais nomes internacionais, que estão nos tops mundiais e que ocupam o tão prezado e polémico espaço nas playlists internacionais e nossas. É fácil a retórica da defesa da música portuguesa, mais difícil é estar aquele nível, sendo que é esse o nível que interessa, o tal que faz a diferença, aquele que arrasta multidões para concertos, o mesmo que convence a imprensa internacional aos grandes destaques, entrevistas e especiais de lançamento...
Claro que uma indústria altamente rentável, é também altamente bem oleada, e todo o marketing e investimento em imagem, fazem a diferença, mas nunca me esqueço das sábias palavras de Damon Albarn, (mais ou menos isto) “por muita produção em estúdio que haja, por muito marketing que se faça, a cena começa sempre na violinha e sentado no sofá... e é aí que a coisa tem que ser especial”.
Lembro-me sempre desta, e está sempre em riste aos meus devaneios de suposta competência e talento... para completar a receita, e quando estou com o ego em alta de críticas positivas ao meu trabalho em estúdio ou ao vivo, dou um salto a um link muito especial (pelo menos para mim) e é aí e então que os meu níveis de “armado em artista” descem, e se repõem os níveis do “vê lá se trabalhas para ver se aprendes ó cromo”
Estou-vos a falar da AOL e das suas AOL Sessions (desculpem a publicidade mas vão ver que vale a pena). Para muitos não será novidade, para os outros aqui vai:
A AOL faz sessões ao vivo em estúdio. Ou seja os senhores põem online grande parte do mainstream internacional live...
Podem ouvir / ver os senhores ali a suar a estopinhas, e com a excepção natural de um ou outro caso, é só bom... muitos estilos, abordagens, mas em geral uma coisa em comum... esses Srs., são da nata do mainstream internacional, e tem todos mesmo muito nível... facilmente comprovado ali, em situação live act... ou simplesmente, estes Srs. são os maiores para todo o mundo, porque de facto são os maiores do mundo a faze-lo... claro como a água...
Há de tudo... em grande...
Não queria sublinhar nomes, porque há de tudo e também porque gosto de bastantes, mas pronto, só alguns para vos ilustrar da minha experiência por lá...
Os Korn têm lá uma cena absolutamente extra terrestre, sub 0, ultra cool... os homens fizeram um unplugged. A banda de acústicos, sem bateria, mas com percussionista, piano clássico, outra guitarra acústica, e um freak (absolutamente o maior...) que faz lá umas cenas nas musicas, (numa secção A de uma das músicas só faz uuuuuuuu com uma melodia mínima esgazeada e completamente o que a musica pede e com muita classe...)... e pronto... extra terrestre, grandes canções wicked buster style.
Outra das muitas pérolas, Red Hot Chilli Peppers, estes homens (assim como tantos outros afinal), fazem o disco a banda... praticamente sem overdubs, só a cena... mas mainstream.... Freak loucura rock’n’roll psicadélica sem rodeios, directa mas mainstream... e aqui ao vivo e pronto... sem stress, só nível e classe e muita música naqueles cornos.
Curiosidade – vejam o Sean Paul. Não ligava nenhuma quando ouvia aquilo na rádio ou por aí... pá, cena dj, ok, tudo bem, bem feito, mas não me picava... vi lá e pronto... é uma banda... banda... não é dj... é banda, e do outro mundo...
Enfim, Peal Jam, Coldplay, Black Eyed Peas (vejam também, outra grande banda por trás de um som electrónico, pop mainstream (a que tenho que acrescentar) do século XXI... e que por trás é uma banda, orgânica, cheios de musica a tocarem mesmo muito bem com alma, tudo bom...
Outra curiosidade, Jammie Foxx, outra pérola do aol sessions, eu na minha patetice pensei que o homem se estava a passar e que os actores eram da tela, e os músicos da música... e que aquilo devia ser enfim... A minha patetice (burrice, e atirem para aí...), sem dúvida dos meus preferidos... gosto de ouvir/ver aquela música toda a passear por aquelas canções...
É muita música naquelas cabeças, dedos, canções, tudo tem muita música... muita hora de estudo, muito calo nos dedinhos, muito empenho... acredito que um homem do rock ou punk rock diga “man????? Black Eyed Peas???? Jamie Foxx????? Que é essa cena??????" pá tá tudo, não estou a dizer que é a melhor música do mundo, nem tão pouco a que gosto mais... mas aqueles gajos têm mesmo muita música em tudo o que estão ali a fazer, e estão a faze-lo de uma forma superior.... e por isso é que entram em todas as playlists em todos os países do mundo... por isso é que têm aqueles cachets, etc., etc., etc. e se és músico tens que perceber que tens que ter aquele nível todo para chegar aquele público todo... tens que estudar aquelas horinhas todas etc., etc.
Vale a visita
http://music.aol.com/videos/sessions/sessions_flash.adp
Pronto, descubram, com o inconveniente da publicidade, mas perfeitamente ultrapassado pela qualidade do conteúdo... Pérolas esclarecedoras...
Abraços e boa música,
Rui Pintado
20.1.07
Revolta
Revolta é o nome da nova banda, punk-rock, do guitarrista dos UHF, António Côrte-Real.
Na companhia de Bruno Alves (baixista e vocalista, ex: Porta Voz) e de Anselmo Alves (baterista, ex: Lulu Blind) prometem um álbum para 2007.
Mais informações sobre este novo projecto podem ser obtidas no site da banda em http://revoltarock.com.sapo.pt.
Ao nosso amigo e colaborador de blogue António Côrte-Real e aos nossos amigos Bruno e Anselmo desejamos que "partam tudo" em 2007!
O primeiro concerto é já na próxima sexta-feira, dia 26, no Culto Club em Cacilhas, na primeira parte dos Karpe Diem.
Na companhia de Bruno Alves (baixista e vocalista, ex: Porta Voz) e de Anselmo Alves (baterista, ex: Lulu Blind) prometem um álbum para 2007.
Mais informações sobre este novo projecto podem ser obtidas no site da banda em http://revoltarock.com.sapo.pt.
Ao nosso amigo e colaborador de blogue António Côrte-Real e aos nossos amigos Bruno e Anselmo desejamos que "partam tudo" em 2007!
O primeiro concerto é já na próxima sexta-feira, dia 26, no Culto Club em Cacilhas, na primeira parte dos Karpe Diem.
14.1.07
Novas sondagens
Gostariamos de contar com a vossa colaboração na resposta às 4 questões colocadas na frame do lado esquerdo do blogue.
9.1.07
Marcha das importações
O silêncio dos últimos meses tem sido difícil de interromper. O Canal Maldito nasceu com uma equipa pequena, mas acutilante, para debater a música e os seus arredores. Com a ausência de quase todos, a motivação para permanecer a remar - vagamente acompanhado - não tem existido. A verdade é que os grandes debates e as crónicas que motivaram acesas polémicas também nunca me estimularam por aí além, sobretudo pelos problemas que foram causando do lado de fora do monitor. Prefiro recantos mais íntimos e menos expostos, de que são exemplos os meus quase anónimos blogues “O outro lugar” e “Banco de ensaio”.
O encantamento do silêncio tem um mistério muito próprio e nem sempre compreensível.
Deste lado da net e mesmo sem crónicas continuam a existir visitas e visitantes! Foi no que deu este legado de textos que todos os que aqui escrevem ou escreveram deixaram. Ora, se eu estava tão bem num profundo distanciamento porque decidi colocar esta crónica “no ar”?
Num dos últimos meses, o nosso conhecido colega e amigo, Bruno Gonçalves Pereira, convidou-me para assumir um espaço no seu programa Atlântico. Desse desafio saiu o “Banco de ensaio”, através do qual, todas as semanas divulgo um novo álbum.
E não é que voltar a fazer rádio me fez mergulhar não somente nas novidades, mas, também, nos preços dos discos que faço questão de ir adquirindo para o meu espaço?
E não é que tenho tido grandes surpresas ao constatar o preço de lançamento de alguns desses trabalhos?
Deixo-vos pequenos exemplos de algumas das minhas compras através da Amazon:
Badly Drawn Boy - “Born in the U.K.” - € 10,32
Dierks Bentley - “Long Trip Alone” - € 10,89
Nellie McKay - “Pretty Little Head” (CD2) - € 9.60
O que divulgarei no próximo sábado ficou-me em € 4,36!
Naturalmente que estes foram preços de lançamento… a “nice price”. Hoje, são mais caros.
Recuperando escritas antigas, porque motivo não adoptamos um sistema parecido em Portugal?
Sinceramente, não acredito que dê mais gozo descarregar um CD pela net do que ter um disco original nas mãos a preços como aqueles que vos mostrei.
Estes preços promocionais de lançamento não seriam outra alternativa no combate anti-pirataria e no fomento de um top de vendas mais dinâmico e menos cheio daquele tipo de música que não desgruda jamais?
Luís Silva do Ó
O encantamento do silêncio tem um mistério muito próprio e nem sempre compreensível.
Deste lado da net e mesmo sem crónicas continuam a existir visitas e visitantes! Foi no que deu este legado de textos que todos os que aqui escrevem ou escreveram deixaram. Ora, se eu estava tão bem num profundo distanciamento porque decidi colocar esta crónica “no ar”?
Num dos últimos meses, o nosso conhecido colega e amigo, Bruno Gonçalves Pereira, convidou-me para assumir um espaço no seu programa Atlântico. Desse desafio saiu o “Banco de ensaio”, através do qual, todas as semanas divulgo um novo álbum.
E não é que voltar a fazer rádio me fez mergulhar não somente nas novidades, mas, também, nos preços dos discos que faço questão de ir adquirindo para o meu espaço?
E não é que tenho tido grandes surpresas ao constatar o preço de lançamento de alguns desses trabalhos?
Deixo-vos pequenos exemplos de algumas das minhas compras através da Amazon:
Badly Drawn Boy - “Born in the U.K.” - € 10,32
Dierks Bentley - “Long Trip Alone” - € 10,89
Nellie McKay - “Pretty Little Head” (CD2) - € 9.60
O que divulgarei no próximo sábado ficou-me em € 4,36!
Naturalmente que estes foram preços de lançamento… a “nice price”. Hoje, são mais caros.
Recuperando escritas antigas, porque motivo não adoptamos um sistema parecido em Portugal?
Sinceramente, não acredito que dê mais gozo descarregar um CD pela net do que ter um disco original nas mãos a preços como aqueles que vos mostrei.
Estes preços promocionais de lançamento não seriam outra alternativa no combate anti-pirataria e no fomento de um top de vendas mais dinâmico e menos cheio daquele tipo de música que não desgruda jamais?
Luís Silva do Ó
27.12.06
AFP - TOP SEMANA 52/2006
1º 4 TASTE (3P) - 4 TASTE (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
2º ACUSTICO (5P) - ANDRÉ SARDET (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
3º A VIDA QUE EU ESCOLHI (2P) - TONY CARREIRA (ESPACIAL-ESPACIAL)
4º SIEMPRE (P) - IL DIVO (SYCO/ARIOLA-SONY BMG)
5º O MELHOR NATAL (P) - FLORIBELLA (SOM LIVRE-SOM LIVRE)
6º HUMANOS AO VIVO (OU) - HUMANOS (EMI-EMI)
7º 18 SINGLES (P) - U2 (MERCURY-UNIVERSAL)
8º O MUNDO (1993-2006) (OU) - RODRIGO LEÃO (COLUMBIA-SONY BMG)
9º UMA VIDA DE CANÇÕES (P) - PACO BANDEIRA (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
10º CONCERTO EM LISBOA (P) - MARIZA (CAPITOL-EMI)
11º FACIL DE ENTENDER (OU) - THE GIFT (LA FOLIE-EMI)
12º LOVE (OU) - BEATLES (APPLE-EMI)
13º DUETOS (OU) - ROBERTO CARLOS (COLUMBIA-SONY BMG)
14º LOOSE (OU) - NELLY FURTADO (GEFFEN-UNIVERSAL)
15º DOCEMANIA (P) - DOCEMANIA (MERCURY-UNIVERSAL)
16º O CORACAO TEM 3 PORTAS (OU) - DULCE PONTES (ZONA MUSICA-ZONA MUSICA)
17º IL DIVO COLLEZIONE - IL DIVO (ARIOLA-SONY BMG)
18º PRATICA(MENTE) - SAM THE KID (EDEL-EDEL)
19º TWENTY FIVE (OU) - GEORGE MICHAEL (COLUMBIA-SONY BMG)
20º ENCONTRO - ANABELA & CARLOS GUILHERME (ZONA MÚSICA-ZONA MÚSICA/SOM LIVRE)
Ouro (Gold) 10.000 unidades
Platina (Platinum) 20.000 unidades
X P=X PLATINAS (Platinum)
Dados: AFP/Copyright AC Nielsen Portugal
2º ACUSTICO (5P) - ANDRÉ SARDET (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
3º A VIDA QUE EU ESCOLHI (2P) - TONY CARREIRA (ESPACIAL-ESPACIAL)
4º SIEMPRE (P) - IL DIVO (SYCO/ARIOLA-SONY BMG)
5º O MELHOR NATAL (P) - FLORIBELLA (SOM LIVRE-SOM LIVRE)
6º HUMANOS AO VIVO (OU) - HUMANOS (EMI-EMI)
7º 18 SINGLES (P) - U2 (MERCURY-UNIVERSAL)
8º O MUNDO (1993-2006) (OU) - RODRIGO LEÃO (COLUMBIA-SONY BMG)
9º UMA VIDA DE CANÇÕES (P) - PACO BANDEIRA (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
10º CONCERTO EM LISBOA (P) - MARIZA (CAPITOL-EMI)
11º FACIL DE ENTENDER (OU) - THE GIFT (LA FOLIE-EMI)
12º LOVE (OU) - BEATLES (APPLE-EMI)
13º DUETOS (OU) - ROBERTO CARLOS (COLUMBIA-SONY BMG)
14º LOOSE (OU) - NELLY FURTADO (GEFFEN-UNIVERSAL)
15º DOCEMANIA (P) - DOCEMANIA (MERCURY-UNIVERSAL)
16º O CORACAO TEM 3 PORTAS (OU) - DULCE PONTES (ZONA MUSICA-ZONA MUSICA)
17º IL DIVO COLLEZIONE - IL DIVO (ARIOLA-SONY BMG)
18º PRATICA(MENTE) - SAM THE KID (EDEL-EDEL)
19º TWENTY FIVE (OU) - GEORGE MICHAEL (COLUMBIA-SONY BMG)
20º ENCONTRO - ANABELA & CARLOS GUILHERME (ZONA MÚSICA-ZONA MÚSICA/SOM LIVRE)
Ouro (Gold) 10.000 unidades
Platina (Platinum) 20.000 unidades
X P=X PLATINAS (Platinum)
Dados: AFP/Copyright AC Nielsen Portugal
13.12.06
AFP - TOP SEMANA 50/2006
1º ACUSTICO (4P) - ANDRÉ SARDET (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
2º 4 TASTE (P) - 4 TASTE (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
3º SIEMPRE (P) - IL DIVO (SYCO/ARIOLA-SONY BMG)
4º 18 SINGLES (P) - U2 (MERCURY-UNIVERSAL)
5º CONCERTO EM LISBOA - MARIZA (CAPITOL-EMI)
6º HUMANOS AO VIVO - HUMANOS (EMI-EMI)
7º O MUNDO (1993-2006) - RODRIGO LEÃO (COLUMBIA-SONY BMG)
8º FACIL DE ENTENDER (OU) - THE GIFT (LA FOLIE-EMI)
9º UMA VIDA DE CANÇÕES (P) - PACO BANDEIRA (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
10º LOVE - BEATLES (APPLE-EMI)
11º DOCEMANIA (OU) - DOCEMANIA (MERCURY-UNIVERSAL)
12º LOOSE (OU) - NELLY FURTADO (GEFFEN-UNIVERSAL)
13º O CORACAO TEM 3 PORTAS (OU) - DULCE PONTES (ZONA MUSICA-ZONA MUSICA)
14º TWENTY FIVE - GEORGE MICHAEL (COLUMBIA-SONY BMG)
15º PRATICA(MENTE) - SAM THE KID (EDEL-EDEL)
16º ORIGINAL (3P) - D'ZRT (FAROL MÚSICA/NZ-FAROL MÚSICA)
17º THE BEST OF DEPECHE MODE VOL. 1 - DEPECHE MODE (CAPITOL-EMI)
18º FLORIBELLA (9P) - FLOR (SOM LIVRE-SOM LIVRE)
19º PAULO GONZO (2P) - PAULO GONZO (COLUMBIA-SONY BMG)
20º ENCONTRO - ANABELA & CARLOS GUILHERME (ZONA MÚSICA-ZONA MÚSICA/SOM LIVRE)
Ouro (Gold) 10.000 unidades
Platina (Platinum) 20.000 unidades
X P=X PLATINAS (Platinum)
Dados: AFP/Copyright AC Nielsen Portugal
2º 4 TASTE (P) - 4 TASTE (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
3º SIEMPRE (P) - IL DIVO (SYCO/ARIOLA-SONY BMG)
4º 18 SINGLES (P) - U2 (MERCURY-UNIVERSAL)
5º CONCERTO EM LISBOA - MARIZA (CAPITOL-EMI)
6º HUMANOS AO VIVO - HUMANOS (EMI-EMI)
7º O MUNDO (1993-2006) - RODRIGO LEÃO (COLUMBIA-SONY BMG)
8º FACIL DE ENTENDER (OU) - THE GIFT (LA FOLIE-EMI)
9º UMA VIDA DE CANÇÕES (P) - PACO BANDEIRA (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
10º LOVE - BEATLES (APPLE-EMI)
11º DOCEMANIA (OU) - DOCEMANIA (MERCURY-UNIVERSAL)
12º LOOSE (OU) - NELLY FURTADO (GEFFEN-UNIVERSAL)
13º O CORACAO TEM 3 PORTAS (OU) - DULCE PONTES (ZONA MUSICA-ZONA MUSICA)
14º TWENTY FIVE - GEORGE MICHAEL (COLUMBIA-SONY BMG)
15º PRATICA(MENTE) - SAM THE KID (EDEL-EDEL)
16º ORIGINAL (3P) - D'ZRT (FAROL MÚSICA/NZ-FAROL MÚSICA)
17º THE BEST OF DEPECHE MODE VOL. 1 - DEPECHE MODE (CAPITOL-EMI)
18º FLORIBELLA (9P) - FLOR (SOM LIVRE-SOM LIVRE)
19º PAULO GONZO (2P) - PAULO GONZO (COLUMBIA-SONY BMG)
20º ENCONTRO - ANABELA & CARLOS GUILHERME (ZONA MÚSICA-ZONA MÚSICA/SOM LIVRE)
Ouro (Gold) 10.000 unidades
Platina (Platinum) 20.000 unidades
X P=X PLATINAS (Platinum)
Dados: AFP/Copyright AC Nielsen Portugal
7.12.06
6.12.06
GustavoC.Dayer&Sweed ao vivo
07 Dezembro 2006 23.00 CityBarPUB(Vila Franca de Xira)
Apresentação dos novos temas: "Partilha Tangente do Querer", "Adónis Perfeito", "Cinismo «Trapel»", "Guima", "Alquimia Azul" (entre outras)
Depois de uma pausa sabática anual, Gustavo Caldeira Dayer voltou aos palcos este ano (com um novo alter-ego!) e em nova força! Apresentando o que descreve como «a primeira colectânea de garagem da música portuguesa», acaba de lançar "Best Off On 2001-2006", distribuído pela ClandestineRecords, que reúne 15 das suas melhores canções.
"Andei perdido à procura de um caminho, a pensar se era mesmo a música que deveria seguir, e o que me ajudou a continuar foi a «revival» que aconteceu este ano, onde muitos me descobriram ou redescobriram."
O grande sucesso dos últimos concertos fê-lo criar a "Trovador Tour" que terminou o mês passado.
No próximo dia 07 de Dezembro, apresenta-se às 23:00 no CityBarPUB em Vila Franca de Xira, concerto para o qual esteve convidado Legendary Tiger Man, que infelizmente não poderá comparecer devido a compromissos com os WrayGunn.
De qualquer das formas, valerá bem a pena assistir a este concerto, onde nos introduzirá aos Sweed, o seu novo projecto. Ainda para este ano chegará a todos, um livro/edição de autor da sua autoria, que compila os seus poemas e letras em português, intitulado "Prosa Na Ponta Da Língua".
Serão todos bem-vindos a esta grande festa. Gustavo promete o concerto do ano na região.
Info: Clandestine Records
AFP - TOP SEMANA 49/2006
1º ACUSTICO (4P) - ANDRÉ SARDET (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
2º 18 SINGLES (P) - U2 (MERCURY-UNIVERSAL)
3º 4 TASTE (P) - 4 TASTE (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
4º CONCERTO EM LISBOA - MARIZA (CAPITOL-EMI)
5º FACIL DE ENTENDER (OU) - THE GIFT (LA FOLIE-EMI)
6º UMA VIDA DE CANÇÕES (P) - PACO BANDEIRA (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
7º SIEMPRE (P) - IL DIVO (SYCO/ARIOLA-SONY BMG)
8º O MUNDO (1993-2006) - RODRIGO LEÃO (COLUMBIA-SONY BMG)
9º LOVE - BEATLES (APPLE-EMI)
10º DOCEMANIA (OU) - DOCEMANIA (MERCURY-UNIVERSAL)
11º THE BEST OF DEPECHE MODE VOL. 1 - DEPECHE MODE (CAPITOL-EMI)
12º TWENTY FIVE - GEORGE MICHAEL (COLUMBIA-SONY BMG)
13º LOOSE (OU) - NELLY FURTADO (GEFFEN-UNIVERSAL)
14º FLORIBELLA (9P) - FLOR (SOM LIVRE-SOM LIVRE)
15º ESTE E O MEU MUNDO (P) - BEBE LILLY (COLUMBIA-SONY BMG)
16º PAULO GONZO (2P) - PAULO GONZO (COLUMBIA-SONY BMG)
17º ORIGINAL (3P) - D'ZRT (FAROL MÚSICA/NZ-FAROL MÚSICA)
18º LIGACAO DIRECTA - SERGIO GODINHO (CAPITOL-EMI)
19º THE OPEN DOOR (OU) - EVANESCENCE (WIND UP-SONY BMG)
20º O CORACAO TEM 3 PORTAS (OU) - DULCE PONTES (ZONA MUSICA-ZONA MUSICA)
Ouro (Gold) 10.000 unidades
Platina (Platinum) 20.000 unidades
X P=X PLATINAS (Platinum)
2º 18 SINGLES (P) - U2 (MERCURY-UNIVERSAL)
3º 4 TASTE (P) - 4 TASTE (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
4º CONCERTO EM LISBOA - MARIZA (CAPITOL-EMI)
5º FACIL DE ENTENDER (OU) - THE GIFT (LA FOLIE-EMI)
6º UMA VIDA DE CANÇÕES (P) - PACO BANDEIRA (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
7º SIEMPRE (P) - IL DIVO (SYCO/ARIOLA-SONY BMG)
8º O MUNDO (1993-2006) - RODRIGO LEÃO (COLUMBIA-SONY BMG)
9º LOVE - BEATLES (APPLE-EMI)
10º DOCEMANIA (OU) - DOCEMANIA (MERCURY-UNIVERSAL)
11º THE BEST OF DEPECHE MODE VOL. 1 - DEPECHE MODE (CAPITOL-EMI)
12º TWENTY FIVE - GEORGE MICHAEL (COLUMBIA-SONY BMG)
13º LOOSE (OU) - NELLY FURTADO (GEFFEN-UNIVERSAL)
14º FLORIBELLA (9P) - FLOR (SOM LIVRE-SOM LIVRE)
15º ESTE E O MEU MUNDO (P) - BEBE LILLY (COLUMBIA-SONY BMG)
16º PAULO GONZO (2P) - PAULO GONZO (COLUMBIA-SONY BMG)
17º ORIGINAL (3P) - D'ZRT (FAROL MÚSICA/NZ-FAROL MÚSICA)
18º LIGACAO DIRECTA - SERGIO GODINHO (CAPITOL-EMI)
19º THE OPEN DOOR (OU) - EVANESCENCE (WIND UP-SONY BMG)
20º O CORACAO TEM 3 PORTAS (OU) - DULCE PONTES (ZONA MUSICA-ZONA MUSICA)
Ouro (Gold) 10.000 unidades
Platina (Platinum) 20.000 unidades
X P=X PLATINAS (Platinum)
5.12.06
Música em Portugal
Cerca de 35.000 estabelecimentos (bares, cabarets, restaurantes) serão notificados de modo a facultar se passam música, no sentido de aplicar o pagamento de direitos conexos.
Tarefa em que estão empenhados alguns músicos, mas que em matéria de opinião geral divide várias reacções. Uns concordam, outros não, e pelo meio alguns sentem-se somente preocupados pela pirataria, dado que as vendas terão caído (estima-se) mais de 40%! Tudo isto surge numa altura em que nunca tivemos tanta música portuguesa no TOP (especialmente nos dez primeiros lugares) muito embora, quer se aceite ou não, muitos desses projectos sejam megalómanos; exemplos de "Floribella", "Bebé Lilly", "Docemania"...
Ouvir a rádio portuguesa, actualmente, cora-nos de vergonha! Não que não passe alguma música portuguesa, muito embora ainda se alimente muito do passado musical do nosso país, mas que é parte da nossa cultura. O que acontece é que os programas dedicados por exemplo, a "igrejas" brasileiras de religião atinge proporções enormes de espaço, podendo-se comparar esta situação ao exemplo da TV com as novelas e séries de "encher chouriços", dado o tempo de antena que lhe é dedicado.
Outro factor que me indigna é ser obrigado a ouvir sempre as mesmas canções, os velhos clássicos que já ninguém sente prazer em escutar. Sempre os mesmos «Kenny Rogers», as mesmas «Bonnie Tylers», as «Celines Dion» que já foram difundidas milhares e milhares de vezes. Actualmente só uma rádio que me ofereça boa informação ou bons programas de opinião pública e conseguem captar a atenção.
E depois de manifestar todos estes pontos importantes da relação entre música portuguesa vs. rádios vs. vendas irei divulgar a minha opinião sobre a matéria dos direitos conexos. Concordo plenamente com esta medida e acreditem que não é por receber direitos de autor da minha parte, acreditem(!), mas porque poderá trazer vários aspectos positivos, basta que queiramos.
Em primeiro lugar terminamos com a forma quase anárquica com que alguns bares usufruem da música alheia com bandas cover, por exemplo, enquanto veículo. E segundo porque os direitos serão (supostamente) remetidos a quem lhes é de direito, os compositores e os produtores. Em terceiro, sinto que esta medida poderia (ou deveria) estimular o interesse dos responsáveis desses estabelecimentos com música ao vivo a apostar somente no material original que os músicos cover podem oferecer. Estimularia também todos esses projectos musicais a produzirem a sua própria música, a sua própria matéria prima.
Agora, caso os interesses estejam unicamente focados na difusão de música ambiente que passa nesses locais, espero que não exista abuso neste sector, pois quando frequento esses locais gosto sempre de escutar um pouco de música.
Voltando ao assunto das rádios, como poderemos conferir, divulgação de música nova ou de edições de autor é quase nula (se é que existe). É certo que alguns pensem que fale nisto centrado em mim, mas é uma ideia errada; falo por todos os que querem fazer chegar a sua arte ao maior número possível de ouvidos, injectar sangue novo dentro do que já existe.
Talvez possa um dia ser possível realizar, se acabarmos com os excessos de «religião» que nos tentam vender e impingir e com as cansativas e gastas repetições dos mesmos artistas de sempre, como referi atrás, mas somente se existir a verdadeira vontade de terminar com esses lobbies.
Já que na nossa televisão quase não se dá voz à música, que seja a rádio a fazê-lo, já que é essa a sua função principal. Se quiserem o meu exemplo pessoal, a título de curiosidade, posso-vos dizer que nunca passei na rádio portuguesa, mas na estrangeira já, por mais do que uma ocasião. E quanto ao assunto do preço dos CD's em Portugal remeterei essa questão para mais tarde.
Gustavo C.Dayer (músico e cantautor)
http://myspace.com/gusdayer
Tarefa em que estão empenhados alguns músicos, mas que em matéria de opinião geral divide várias reacções. Uns concordam, outros não, e pelo meio alguns sentem-se somente preocupados pela pirataria, dado que as vendas terão caído (estima-se) mais de 40%! Tudo isto surge numa altura em que nunca tivemos tanta música portuguesa no TOP (especialmente nos dez primeiros lugares) muito embora, quer se aceite ou não, muitos desses projectos sejam megalómanos; exemplos de "Floribella", "Bebé Lilly", "Docemania"...
Ouvir a rádio portuguesa, actualmente, cora-nos de vergonha! Não que não passe alguma música portuguesa, muito embora ainda se alimente muito do passado musical do nosso país, mas que é parte da nossa cultura. O que acontece é que os programas dedicados por exemplo, a "igrejas" brasileiras de religião atinge proporções enormes de espaço, podendo-se comparar esta situação ao exemplo da TV com as novelas e séries de "encher chouriços", dado o tempo de antena que lhe é dedicado.
Outro factor que me indigna é ser obrigado a ouvir sempre as mesmas canções, os velhos clássicos que já ninguém sente prazer em escutar. Sempre os mesmos «Kenny Rogers», as mesmas «Bonnie Tylers», as «Celines Dion» que já foram difundidas milhares e milhares de vezes. Actualmente só uma rádio que me ofereça boa informação ou bons programas de opinião pública e conseguem captar a atenção.
E depois de manifestar todos estes pontos importantes da relação entre música portuguesa vs. rádios vs. vendas irei divulgar a minha opinião sobre a matéria dos direitos conexos. Concordo plenamente com esta medida e acreditem que não é por receber direitos de autor da minha parte, acreditem(!), mas porque poderá trazer vários aspectos positivos, basta que queiramos.
Em primeiro lugar terminamos com a forma quase anárquica com que alguns bares usufruem da música alheia com bandas cover, por exemplo, enquanto veículo. E segundo porque os direitos serão (supostamente) remetidos a quem lhes é de direito, os compositores e os produtores. Em terceiro, sinto que esta medida poderia (ou deveria) estimular o interesse dos responsáveis desses estabelecimentos com música ao vivo a apostar somente no material original que os músicos cover podem oferecer. Estimularia também todos esses projectos musicais a produzirem a sua própria música, a sua própria matéria prima.
Agora, caso os interesses estejam unicamente focados na difusão de música ambiente que passa nesses locais, espero que não exista abuso neste sector, pois quando frequento esses locais gosto sempre de escutar um pouco de música.
Voltando ao assunto das rádios, como poderemos conferir, divulgação de música nova ou de edições de autor é quase nula (se é que existe). É certo que alguns pensem que fale nisto centrado em mim, mas é uma ideia errada; falo por todos os que querem fazer chegar a sua arte ao maior número possível de ouvidos, injectar sangue novo dentro do que já existe.
Talvez possa um dia ser possível realizar, se acabarmos com os excessos de «religião» que nos tentam vender e impingir e com as cansativas e gastas repetições dos mesmos artistas de sempre, como referi atrás, mas somente se existir a verdadeira vontade de terminar com esses lobbies.
Já que na nossa televisão quase não se dá voz à música, que seja a rádio a fazê-lo, já que é essa a sua função principal. Se quiserem o meu exemplo pessoal, a título de curiosidade, posso-vos dizer que nunca passei na rádio portuguesa, mas na estrangeira já, por mais do que uma ocasião. E quanto ao assunto do preço dos CD's em Portugal remeterei essa questão para mais tarde.
Gustavo C.Dayer (músico e cantautor)
http://myspace.com/gusdayer
22.11.06
AFP - TOP SEMANA 47/2006
No top semanal de vendas da AFP encontramos 7 projectos musicais nacionais nos 10 primeiros.
1º ACUSTICO (3P) - ANDRÉ SARDET (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
2º CONCERTO EM LISBOA - MARIZA (CAPITOL-EMI)
3º UMA VIDA DE CANÇÕES (OU) - PACO BANDEIRA (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
4º FACIL DE ENTENDER - THE GIFT (LA FOLIE-EMI)
5º DOCEMANIA (OU) - DOCEMANIA (MERCURY-UNIVERSAL)
6º FLORIBELLA (9P) - FLOR (SOM LIVRE-SOM LIVRE)
7º PAULO GONZO (2P) - PAULO GONZO (COLUMBIA-SONY BMG)
8º ESTE E O MEU MUNDO (P) - BEBE LILLY (COLUMBIA-SONY BMG)
9º TWENTY FIVE - GEORGE MICHAEL (COLUMBIA-SONY BMG)
10º LOOSE (OU) - NELLY FURTADO (GEFFEN-UNIVERSAL)
11º ORIGINAL (3P) - D'ZRT (FAROL MÚSICA/NZ-FAROL MÚSICA)
12º THE BEST OF DEPECHE MODE VOL. 1 - DEPECHE MODE (CAPITOL-EMI)
13º MICKAEL (2P) - MICKAEL CARREIRA (VIDISCO-VIDISCO/SOM LIVRE)
14º HIGH TIMES-SINGLES 1992/2006 ED - JAMIROQUAI (COLUMBIA-SONY BMG)
15º GO THE VERY BEST OF MOBY - MOBY (MUTE-EMI)
16º THE OPEN DOOR (OU) - EVANESCENCE (WIND UP-SONY BMG)
17º LIVE TOUR (OU) - FF (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
18º LIGACAO DIRECTA - SERGIO GODINHO (CAPITOL-EMI)
19º FROM THIS MOMENT ON (OU) - DIANA KRALL (VERVE-UNIVERSAL)
20º AO VIVO NO COLISEU (2P) - TONY CARREIRA (ESPACIAL-ESPACIAL)
Ouro (Gold) 10.000 unidades
Platina (Platinum) 20.000 unidades
X P=X PLATINAS (Platinum)
1º ACUSTICO (3P) - ANDRÉ SARDET (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
2º CONCERTO EM LISBOA - MARIZA (CAPITOL-EMI)
3º UMA VIDA DE CANÇÕES (OU) - PACO BANDEIRA (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
4º FACIL DE ENTENDER - THE GIFT (LA FOLIE-EMI)
5º DOCEMANIA (OU) - DOCEMANIA (MERCURY-UNIVERSAL)
6º FLORIBELLA (9P) - FLOR (SOM LIVRE-SOM LIVRE)
7º PAULO GONZO (2P) - PAULO GONZO (COLUMBIA-SONY BMG)
8º ESTE E O MEU MUNDO (P) - BEBE LILLY (COLUMBIA-SONY BMG)
9º TWENTY FIVE - GEORGE MICHAEL (COLUMBIA-SONY BMG)
10º LOOSE (OU) - NELLY FURTADO (GEFFEN-UNIVERSAL)
11º ORIGINAL (3P) - D'ZRT (FAROL MÚSICA/NZ-FAROL MÚSICA)
12º THE BEST OF DEPECHE MODE VOL. 1 - DEPECHE MODE (CAPITOL-EMI)
13º MICKAEL (2P) - MICKAEL CARREIRA (VIDISCO-VIDISCO/SOM LIVRE)
14º HIGH TIMES-SINGLES 1992/2006 ED - JAMIROQUAI (COLUMBIA-SONY BMG)
15º GO THE VERY BEST OF MOBY - MOBY (MUTE-EMI)
16º THE OPEN DOOR (OU) - EVANESCENCE (WIND UP-SONY BMG)
17º LIVE TOUR (OU) - FF (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
18º LIGACAO DIRECTA - SERGIO GODINHO (CAPITOL-EMI)
19º FROM THIS MOMENT ON (OU) - DIANA KRALL (VERVE-UNIVERSAL)
20º AO VIVO NO COLISEU (2P) - TONY CARREIRA (ESPACIAL-ESPACIAL)
Ouro (Gold) 10.000 unidades
Platina (Platinum) 20.000 unidades
X P=X PLATINAS (Platinum)
7.11.06
AFP - TOP SEMANA 45/2006
No top semanal de vendas da AFP encontramos 7 projectos musicais nacionais nos 10 primeiros.
1º ACUSTICO (2P) - ANDRÉ SARDET (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
2º FACIL DE ENTENDER (EDICAO ESPECIAL) - THE GIFT (LA FOLIE-EMI)
3º DOCEMANIA (OU) - DOCEMANIA (MERCURY-UNIVERSAL)
4º FLORIBELLA (9P) - FLOR (SOM LIVRE-SOM LIVRE)
5º RUDEBOX - ROBBIE WILLIAMS (CAPITOL-EMI)
6º UMA VIDA DE CANÇÕES (OU) - PACO BANDEIRA (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
7º THE OPEN DOOR (OU) - EVANESCENCE (WIND UP-SONY BMG)
8º ESTE E O MEU MUNDO (P) - BEBE LILLY (COLUMBIA-SONY BMG)
9º LIGACAO DIRECTA - SERGIO GODINHO (CAPITOL-EMI)
10º PAULO GONZO (2P) - PAULO GONZO (COLUMBIA-SONY BMG)
11º TRANSPARENTE (2P) - MARIZA (CAPITOL-EMI)
12º FROM THIS MOMENT ON (OU) - DIANA KRALL (VERVE-UNIVERSAL)
13º FADO EM MIM (4P) - MARIZA (WORLD CONNECTION-EMI)
14º DUETS - AN AMERICAN CLASSIC - TONY BENNETT (COLUMBIA-SONY BMG)
15º CARIOCA - CHICO BUARQUE (EMI-EMI)
16º MICKAEL (2P) - MICKAEL CARREIRA (VIDISCO-VIDISCO/SOM LIVRE)
17º LOOSE (OU) - NELLY FURTADO (GEFFEN-UNIVERSAL)
18º THEIR GREATEST HITS-THE RECORD (P) - BEE GEES (WSM/REPRISE-WARNER MUSIC)
19º ULTIMATE - PRINCE (WSM-WARNER MUSIC)
20º ROMANTIC CLASSICS (OU) - JULIO IGLESIAS (COLUMBIA-SONY BMG)
Ouro (Gold) 10.000 unidades
Platina (Platinum) 20.000 unidades
X P=X PLATINAS (Platinum)
1º ACUSTICO (2P) - ANDRÉ SARDET (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
2º FACIL DE ENTENDER (EDICAO ESPECIAL) - THE GIFT (LA FOLIE-EMI)
3º DOCEMANIA (OU) - DOCEMANIA (MERCURY-UNIVERSAL)
4º FLORIBELLA (9P) - FLOR (SOM LIVRE-SOM LIVRE)
5º RUDEBOX - ROBBIE WILLIAMS (CAPITOL-EMI)
6º UMA VIDA DE CANÇÕES (OU) - PACO BANDEIRA (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
7º THE OPEN DOOR (OU) - EVANESCENCE (WIND UP-SONY BMG)
8º ESTE E O MEU MUNDO (P) - BEBE LILLY (COLUMBIA-SONY BMG)
9º LIGACAO DIRECTA - SERGIO GODINHO (CAPITOL-EMI)
10º PAULO GONZO (2P) - PAULO GONZO (COLUMBIA-SONY BMG)
11º TRANSPARENTE (2P) - MARIZA (CAPITOL-EMI)
12º FROM THIS MOMENT ON (OU) - DIANA KRALL (VERVE-UNIVERSAL)
13º FADO EM MIM (4P) - MARIZA (WORLD CONNECTION-EMI)
14º DUETS - AN AMERICAN CLASSIC - TONY BENNETT (COLUMBIA-SONY BMG)
15º CARIOCA - CHICO BUARQUE (EMI-EMI)
16º MICKAEL (2P) - MICKAEL CARREIRA (VIDISCO-VIDISCO/SOM LIVRE)
17º LOOSE (OU) - NELLY FURTADO (GEFFEN-UNIVERSAL)
18º THEIR GREATEST HITS-THE RECORD (P) - BEE GEES (WSM/REPRISE-WARNER MUSIC)
19º ULTIMATE - PRINCE (WSM-WARNER MUSIC)
20º ROMANTIC CLASSICS (OU) - JULIO IGLESIAS (COLUMBIA-SONY BMG)
Ouro (Gold) 10.000 unidades
Platina (Platinum) 20.000 unidades
X P=X PLATINAS (Platinum)
6.11.06
Outros blogues
Mesmo sem ligação directa à temática da música portuguesa faz sentido divulgar neste Canal que Luís Silva do Ó lançou mais dois blogues.
Um, claramente mais intimista chama-se O Outro Lugar, enquanto o segundo, Banco de Ensaio, é resultado do espaço radiofónico com o mesmo nome transmitido no programa Atlântico da Antena Miróbriga. No Banco de Ensaio são divulgados novos discos do mundo da música.
Para breve aguarda-se nova crónica de Luís Silva do Ó no Canal Maldito.
Um, claramente mais intimista chama-se O Outro Lugar, enquanto o segundo, Banco de Ensaio, é resultado do espaço radiofónico com o mesmo nome transmitido no programa Atlântico da Antena Miróbriga. No Banco de Ensaio são divulgados novos discos do mundo da música.
Para breve aguarda-se nova crónica de Luís Silva do Ó no Canal Maldito.
3.11.06
GNR - ContinuAcção
Coliseu, 31 de Outubro de 2006
A noite pinta Lisboa de negro e o coliseu torna-se o epicentro de um encontro de todas as gerações. Motivo especial? Sim, uma banda que nos acompanha há um quarto de século e nos brinda com uma comemoração única e imperdível.
À medida que o recinto se compõe, o Vídeo-Hall mostra imagens marcantes de uma carreira intensa ao som de "Decapitango".
O público pede música e emoção e eis que surge Legendary Tiger Man, a abrir as hostilidades bem ao seu jeito solitário e intimista. E nem pelo facto de ser traído pela guitarra ao início impede que milhares de almas cantem em uníssono o refrão de "Portugal na CEE", marco do saudoso «Boom» do Rock português.
Mas é por Rui Reininho e seus acólitos por quem os sinos dobram. É com o elegante "Popless" que se inicia o desfile de um Carnaval de êxitos, memória colectiva de pais e filhos. Rui Reininho assume-se definitivamente como um verdadeiro entertainer/animal de palco, ora na forma como interpreta unicamente alguns dos melhores temas de sempre da música portuguesa, ora na forma como interage com o público com um sentido de humor (sempre) aguçado e irresistível.
Jorge Romão é o motor enérgico da banda em cada espectáculo. Pula, leva o público a um coro de palmas e transborda empatia do início ao fim.
Segue-se "Sexta-Feira", "Morte ao Sol", "Pronúncia do Norte" sempre com o carimbo profissional dos excelentes músicos que os acompanham e ajudam a guiar a plateia à rendição.
NBC entra em cena e produz um dos melhores momentos da noite, especialmente em "Benvindo ao Passado" onde o hip-hop e o perfeito desempenho vocal se conjugam em perfeita sintonia.
E é como "a coisinha mais sexy do Rock'n'Roll" que nos é introduzida Sónia Tavares, vocalista dos The Gift para uma fabulosa aliança de vozes em "Valsa dos Detectives" e no belíssimo "Asas (eléctricas) ".
A assistência delira com "Quero que Vá tudo Pró Inferno", "Efectivamente", "Mais Vale Nunca" e já no encore em "Ana Lee", "Dunas", "Sangue Oculto", "Homem Mau" e "Sub-16".
Parece mentira que se esgotaram mais de uma hora e meia tão depressa.
O Coliseu canta os "Parabéns a Você" e ao Grupo Novo Rock apenas se exigem mais 25 anos e a mesma entrega e competência.
Mas para mim o melhor estaria para vir, sem imaginar tal situação. Queria levar para casa a playlist de recordação mas após breve contacto com a régie de produção (talvez a mais acessível que já tive o prazer de conhecer) acabei nos camarins.
Primeiro revejo Legendary Tiger Man aka Paulo Furtado que já não encontrava há dois anos e dou-lhe os parabéns pela exibição. Nos corredores encontro os três mestres e entre elogios tecidos ganhos papéis decorados com assinaturas.
Fui brindado com uma acessibilidade e humildade incrível por parte da banda, e fiquei especialmente impressionado com o bom humor do líder, RR; lenda da música portuguesa.
Despeço-me do Jorge com um «Viva a Preguiça» (alusão ao título da canção) e acaba assim uma noite que certamente jamais apagarei da minha memória.
Pessoalmente, estou muito orgulhoso por ter feito parte desta efeméride tão especial.
Gustavo C. Dayer
[músico e cantautor]
http://myspace.com/gusdayer
A noite pinta Lisboa de negro e o coliseu torna-se o epicentro de um encontro de todas as gerações. Motivo especial? Sim, uma banda que nos acompanha há um quarto de século e nos brinda com uma comemoração única e imperdível.
À medida que o recinto se compõe, o Vídeo-Hall mostra imagens marcantes de uma carreira intensa ao som de "Decapitango".
O público pede música e emoção e eis que surge Legendary Tiger Man, a abrir as hostilidades bem ao seu jeito solitário e intimista. E nem pelo facto de ser traído pela guitarra ao início impede que milhares de almas cantem em uníssono o refrão de "Portugal na CEE", marco do saudoso «Boom» do Rock português.
Mas é por Rui Reininho e seus acólitos por quem os sinos dobram. É com o elegante "Popless" que se inicia o desfile de um Carnaval de êxitos, memória colectiva de pais e filhos. Rui Reininho assume-se definitivamente como um verdadeiro entertainer/animal de palco, ora na forma como interpreta unicamente alguns dos melhores temas de sempre da música portuguesa, ora na forma como interage com o público com um sentido de humor (sempre) aguçado e irresistível.
Jorge Romão é o motor enérgico da banda em cada espectáculo. Pula, leva o público a um coro de palmas e transborda empatia do início ao fim.
Segue-se "Sexta-Feira", "Morte ao Sol", "Pronúncia do Norte" sempre com o carimbo profissional dos excelentes músicos que os acompanham e ajudam a guiar a plateia à rendição.
NBC entra em cena e produz um dos melhores momentos da noite, especialmente em "Benvindo ao Passado" onde o hip-hop e o perfeito desempenho vocal se conjugam em perfeita sintonia.
E é como "a coisinha mais sexy do Rock'n'Roll" que nos é introduzida Sónia Tavares, vocalista dos The Gift para uma fabulosa aliança de vozes em "Valsa dos Detectives" e no belíssimo "Asas (eléctricas) ".
A assistência delira com "Quero que Vá tudo Pró Inferno", "Efectivamente", "Mais Vale Nunca" e já no encore em "Ana Lee", "Dunas", "Sangue Oculto", "Homem Mau" e "Sub-16".
Parece mentira que se esgotaram mais de uma hora e meia tão depressa.
O Coliseu canta os "Parabéns a Você" e ao Grupo Novo Rock apenas se exigem mais 25 anos e a mesma entrega e competência.
Mas para mim o melhor estaria para vir, sem imaginar tal situação. Queria levar para casa a playlist de recordação mas após breve contacto com a régie de produção (talvez a mais acessível que já tive o prazer de conhecer) acabei nos camarins.
Primeiro revejo Legendary Tiger Man aka Paulo Furtado que já não encontrava há dois anos e dou-lhe os parabéns pela exibição. Nos corredores encontro os três mestres e entre elogios tecidos ganhos papéis decorados com assinaturas.
Fui brindado com uma acessibilidade e humildade incrível por parte da banda, e fiquei especialmente impressionado com o bom humor do líder, RR; lenda da música portuguesa.
Despeço-me do Jorge com um «Viva a Preguiça» (alusão ao título da canção) e acaba assim uma noite que certamente jamais apagarei da minha memória.
Pessoalmente, estou muito orgulhoso por ter feito parte desta efeméride tão especial.
Gustavo C. Dayer
[músico e cantautor]
http://myspace.com/gusdayer
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