12.9.06

PunkPT is DEAD!

Foi com assombro que tomei conhecimento do ponto final no excelente e espantoso site PunkPT.
Entre 2000 e 2006 este espaço contribuiu para uma dinâmica crescente no que respeita ao punk nacional. É com imensa tristeza que dou aqui esta notícia depois de termos sido alertados por um comentário de Rui Pinto.
Em jeito de homenagem deixo-vos parte de um post escrito neste blogue, em 7 de Março de 2006, por João Pedro Rei e precisamente dedicado ao site PunkPT.
Ao mentor do PunkPT, Hugo Caldeira, deixamos um abraço de parabéns pelo fantástico trabalho que desenvolveu e espero vê-lo, brevemente, nesse ou noutro projecto na internet.

PUNK IS NEVER DEAD!

Luís Silva do Ó



Para tal, tenho que falar no Hugo Caldeira... Homem que não conheço e com o qual nada tenho a ver, a não ser visitar o seu espaço na Web. Esse espaço é a prova viva da célebre frase “PUNK IS NOT DEAD”.

Falo, claro está, no site punkpt, onde, graças a ele e ao seu “player”, já ouvi e passei a conhecer música portuguesa e novas bandas de uma onda que vai do punk, punk-rock, passando pelo ska...

Só pela audição já vale a pena passar por lá... mas o punkpt não é apenas um “player”! Sendo um site de design simplista, o importante é o seu conteúdo.

Entrevistas, reviews oficiais e de cibernautas a concertos e festas, fotos, mp3, calendário de concertos, fórum e notícias! Muitas notícias em que o comum visitante tem a hipótese de submeter também a sua e divulgar o que acha que tem que ser divulgado.

Claro que gostos não se discutem e nem todos gostam desta “onda”... Mas quem dera a tantas outras “ondas” ter mais gente a fazer o que o punkpt tão bem faz!

João Pedro Rei

AFP - TOP SEMANA 37/2006

No top semanal de vendas da AFP encontramos 8 projectos musicais nacionais nos 10 primeiros.

1º FLORIBELLA (9P) - FLOR (SOM LIVRE-SOM LIVRE)
2º ACUSTICO (OU) - ANDRÉ SARDET (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
3º MI SANGRE (P) - JUANES (UNIVERSAL/FAROL MÚSICA-UNIVERSAL/FAROL MÚSICA)
4º BALADAS DA MINHA VIDA (OU) - JOSÉ CID (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
5º MICKAEL (2P) - MICKAEL CARREIRA (VIDISCO-VIDISCO/SOM LIVRE)
6º THEIR GREATEST HITS-THE RECORD (P) - BEE GEES (WSM/REPRISE-WARNER MUSIC)
7º AO VIVO NO COLISEU (2P) - TONY CARREIRA (ESPACIAL-ESPACIAL)
8º ORIGINAL (3P) - D'ZRT (FAROL MÚSICA/NZ-FAROL MÚSICA)
9º PAULO GONZO (2P) - PAULO GONZO (COLUMBIA-SONY BMG)
10º EU AQUI (3P) - FF (FAROL MÚSICA/NZ-FAROL MÚSICA)
11º ESTE E O MEU MUNDO - BEBE LILLY (COLUMBIA-SONY BMG)
12º UMA VIDA DE CANÇÕES - PACO BANDEIRA (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
13º A MATTER OF LIFE AND DEATH - IRON MAIDEN (CAPITOL-EMI)
14º MODERN TIMES - BOB DYLAN (COLUMBIA-SONY BMG)
15º THE VERY BEST OF - FREDDIE MERCURY (EMI-EMI)
16º TRANSPARENTE (2P) - MARIZA (CAPITOL-EMI)
17º BALANCE - SARA TAVARES (WORLD CONNECTION-EMI)
18º LOOSE - NELLY FURTADO (GEFFEN-UNIVERSAL)
19º BEM FUNK - DJ MARLBORO (SOM LIVRE-SOM LIVRE)
20º HUMANOS (5P) - HUMANOS (CAPITOL-EMI)


Ouro (Gold) 10.000 unidades
Platina (Platinum) 20.000 unidades
X P=X PLATINAS (Platinum)

Dados: AFP/Copyright AC Nielsen Portugal

8.9.06

O melhor tempo do canal maldito

O entusiasmo inicial foi substituído pelo prazer de continuar a debater o quotidiano, mesmo que a emoção seja mais contida e os textos menos explosivos. A motivação de onde germina a corrosão nem sempre funciona, sobretudo quando o meio é pequeno, os problemas permanecem idênticos e as “grandes lutas” são semelhantes ano após ano. Reconheço que o cansaço e as múltiplas actividades também não ajudam a que se mantenha um elevado ritmo produtivo. Umas semanas são mais ascendentes, outras menos, algumas são menos coloridas e outras são de um azul celeste pintado a justiça segundo Mateus.

Deixando o presente para trás, os primeiros tempos do blogue foram de constante crescendo e surpreenderam-me por completo. Pouco após o início, já tínhamos músicos novatos em troca animada de argumentos com tubarões e dinossauros da nossa música. Fomos favorecidos por certa sorte em cadeia, é certo, e contámos com a mais eficaz das publicidades, aquela que é realizada por quem lê e passa a palavra.

Entretanto, o Canal Maldito foi amadurecendo e os primeiros cabelos brancos emergiram num movimento atípico e transversal em que mais de seiscentas pessoas recebem uma irregular mas persistente newsletter - esta semana chegaremos à nonagésima. Ao atingirmos o terceiro aniversário, decidimos alinhar ao lado da promoção e, modestamente, ajudar a mostrar um pouco do que se vai fazendo neste rectângulo lusitano. Sabemos que não vai ser simples divulgar projectos em quantidade e qualidade pois é mais fácil reclamar do que aproveitar. Muita gente declara em voz alta e estridente que é quase impossível mostrar o que produz. Porém, quantas vezes não existe feedback quando uma porta – por mais pequena que seja – é aberta? O Bruno Gonçalves Pereira que nos diga quantos grupos responderam a um repto antigo…

O player que estamos a usar não tem nada de especial nem é novidade para quem circula por outros espaços da Internet. A principal novidade centra-se no facto de irmos mostrar música a quem nos visita, mesmo que estes “clientes” a não estejam a procurar. Vamos tentar não entupir a vossa paciência, procurando que a música seja absorvida e analisada. Pelo que, só iremos divulgar um projecto por semana, com direito a texto de destaque e a parágrafo na newsletter. Preferimos poucos e escutados do que muitos e abafados.

Naturalmente, a divulgação não pretende favorecer ninguém em particular, sejam bandas novas ou veteranas, músicos antigos ou principiantes, trabalhos editados por multinacionais ou meras demos gravadas em casa. Toda a música que recebamos será bem-vinda e tentaremos ser independentes e imparciais na sua avaliação e agendamento. Qualquer projecto vindo dos nossos cronistas terá tratamento privilegiado porque nada melhor do que complementar a escrita dos textos com o verdadeiro néctar que tanto debatemos. Os primeiros temas inseridos na nossa playlist são, precisamente, de um projecto (já extinto) de Ulisses, que respondeu positivamente a um pedido meu: “É pá, Ulisses, arranja-me umas músicas para testar o player”. Igualmente diria “António, pá, manda-me o “Deputado da Nação” que essa letra é fogo”. O ambiente dentro do Canal a isto permite e é um dos motivos para ainda haver blogue, contra certos ventos e certas marés adversas a pensamentos antagónicos.

A promoção através de blogues ou de outras páginas na Internet é um meio importante e que tem crescido nos últimos anos. Os músicos têm cada vez maior consciência da relevância da via digital, para o desenvolvimento das suas carreiras e aumento de notoriedade. O recente fenómeno protagonizado por José Cid, um artista há muito afastado da ribalta que conheceu até meados da década de oitenta, deve imenso ao seu percurso, às canções da sua vida e, bem assim, à crescente partilha ilegal de muitos dos seus trabalhos, que o deu a conhecer e aproximou de uma nova geração.

Além dos veículos de promoção tradicionais (rádio, televisão, imprensa, etc.) descobrem-se formas actuais igualmente eficazes. A divulgação de novos temas em telenovelas, o uso e abuso de toques de telemóveis ou a audição de novidades na Internet são soluções com resultados objectivos. Claro que para alguns artistas, a opção de promoção através de um player na net poderá ser inibida pelo fantasma da pirataria. Contudo, com uma qualidade não superior a 128 kbps, a tentação de “pilhar” pode existir, mas não passa disso mesmo.

Aproveitar estes novos caminhos promocionais é uma exigência. As vendas tradicionais das editoras têm descido e importa incentivar o emergente mercado digital onde os custos são menores e a possibilidade de retorno maior. No mundo das vendas digitais não existem custos de armazenamento, nem custos de fabrico, nem de distribuição e a margem de lucro de quem vende será menor do que a actualmente existente porque também a loja não terá as despesas fixas que, hoje, possui.

Por último, quem gosta de música vai continuar a consumir música mesmo que opte por comprar temas em vez de álbuns. Também os artistas irão optar por gravar e comercializar músicas avulsas em detrimento do que se faz presentemente. No futuro, acredito que o mercado vai privilegiar o single virtual regressando ao consumo de canções e ponto final.




A música nacional já teve períodos bem mais criativos e produtivos. O melhor tempo da música portuguesa pode não ser o que está para vir.
Todavia, somente o futuro nos pode dar a conhecer o desconhecido e são as potencialidades desse mundo desconhecido que nos fazem acreditar que o melhor tempo do canal maldito ainda não foi destapado.


Luís Silva do Ó

5.9.06

AFP - TOP SEMANA 36/2006

No top semanal de vendas da AFP encontramos 8 projectos musicais nacionais nos 10 primeiros.

1º FLORIBELLA (8P) - FLOR (SOM LIVRE-SOM LIVRE)
2º ACUSTICO (OU) - ANDRÉ SARDET (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
3º MICKAEL (2P) - MICKAEL CARREIRA (VIDISCO-VIDISCO/SOM LIVRE)
4º MI SANGRE (P) - JUANES (UNIVERSAL/FAROL MÚSICA-UNIVERSAL/FAROL MÚSICA)
5º BALADAS DA MINHA VIDA (OU) - JOSÉ CID (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
6º PAULO GONZO (P) - PAULO GONZO (COLUMBIA-SONY BMG)
7º AO VIVO NO COLISEU (P) - TONY CARREIRA (ESPACIAL-ESPACIAL)
8º ORIGINAL (3P) - D'ZRT (FAROL MÚSICA/NZ-FAROL MÚSICA)
9º THEIR GREATEST HITS-THE RECORD (P) - BEE GEES (WSM/REPRISE-WARNER MUSIC)
10º EU AQUI (3P) - FF (FAROL MÚSICA/NZ-FAROL MÚSICA)
11º A MATTER OF LIFE AND DEATH - IRON MAIDEN (CAPITOL-EMI)
12º MODERN TIMES - BOB DYLAN (COLUMBIA-SONY BMG)
13º TRANSPARENTE (2P) - MARIZA (CAPITOL-EMI)
14º A HISTÓRIA TODA - LUÍS REPRESAS (MERCURY-UNIVERSAL)
15º UMA VIDA DE CANÇÕES - PACO BANDEIRA (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
16º ORAL FIXATION VOL. 2 (P) - SHAKIRA (EPIC-SONY BMG)
17º 8 (OU) - SANTAMARIA (ESPACIAL-ESPACIAL)
18º LOOSE - NELLY FURTADO (GEFFEN-UNIVERSAL)
19º IVE MENDES - IVE MENDES (CAPITOL-EMI)
20º HIT SINGLES - SANTAMARIA (VIDISCO-VIDISCO)


Ouro (Gold) 10.000 unidades
Platina (Platinum) 20.000 unidades
X P=X PLATINAS (Platinum)

Dados: AFP/Copyright AC Nielsen Portugal

29.8.06

AFP - TOP SEMANA 35/2006

No top semanal de vendas da AFP encontramos 8 projectos musicais nacionais nos 10 primeiros.

1º FLORIBELLA (8P) - FLOR (SOM LIVRE-SOM LIVRE)
2º MICKAEL (2P) - MICKAEL CARREIRA (VIDISCO-VIDISCO/SOM LIVRE)
3º MI SANGRE (P) - JUANES (UNIVERSAL/FAROL MÚSICA-UNIVERSAL/FAROL MÚSICA)
4º ACUSTICO (OU) - AMDRÉ SARDET (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
5º AO VIVO NO COLISEU (P) - TONY CARREIRA (ESPACIAL-ESPACIAL)
6º BALADAS DA MINHA VIDA (OU) - JOSÉ CID (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
7º ORIGINAL (3P) - D'ZRT (FAROL MÚSICA/NZ-FAROL MÚSICA)
8º EU AQUI (3P) - FF (FAROL MÚSICA/NZ-FAROL MÚSICA)
9º PAULO GONZO (P) - PAULO GONZO (COLUMBIA-SONY BMG)
10º THEIR GREATEST HITS-THE RECORD (P) - BEE GEES (WSM/REPRISE-WARNER MUSIC)
11º 8 (OU) - SANTAMARIA (ESPACIAL-ESPACIAL)
12º UN MONDE PARFAIT (P) - ILONA (UNIVERSAL-UNIVERSAL)
13º A GIRL LIKE ME - RIHANNA (DEF JAM-UNIVERSAL)
14º A HISTÓRIA TODA - LUÍS REPRESAS (MERCURY-UNIVERSAL)
15º ORAL FIXATION VOL. 2 (P) - SHAKIRA (EPIC-SONY BMG)
16º RITA (2P) - RITA GUERRA (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
17º OS ULTIMOS GRANDES EXITOS VOL.2 - MARCO PAULO (ZONA MUSICA-ZONA MUSICA)
18º SUCESSOS DA MINHA VIDA - ROBERTO LEAL (SOM LIVRE-SOM LIVRE)
19º TRANSPARENTE (2P) - MARIZA (CAPITOL-EMI)
20º LOOSE - NELLY FURTADO (GEFFEN-UNIVERSAL)


Ouro (Gold) 10.000 unidades
Platina (Platinum) 20.000 unidades
X P=X PLATINAS (Platinum)

Dados: AFP/Copyright AC Nielsen Portugal

28.8.06

Trabs na estrada


Os Trabalhadores do Comércio, que este ano comemoram o seu 26º aniversário, enquanto ultimam as gravações do que será o seu próximo álbum de originais, vão rodando pelas salas da península alguns dos novos temas e muitos dos que tornaram conhecida a banda. "Cordàbida" e "Febras de Sábado à noite", incluídas no primeiro single promocional, serão duas das muitas canções que se poderão ouvir já no próximo dia 31 de Agosto, a partir das 22 horas, nas instaurações do Casino Afifense, na praia de Afife. Este concerto, tal como ocorreu com o realizado no Bela Cruz no passado dia 28 de Julho, será parcialmente gravado em vídeo, para permitir a inclusão de imagens nos vídeos em fase de montagem.

No dia seguinte, 1 de Setembro, a banda sobe à outra margem do Minho para um concerto em Vigo, na sala Sete Mares. Ainda este ano os Trabalhadores do Comercio vão estar em Bruxelas para participar numa grande festa "Nortenha" a realizar na "Capital da Europa".

Na página web oficial da banda, www.trabalhadoresdocomercio.org o tema "Febras de Sábado à noite" pode ser descarregado em formato mp3 com qualidade broadcast, assim como fotos de alta resolução actualizadas.

22.8.06

A nossa vez

Num mundo de playlists chegou a hora do Canal Maldito ter a sua!
Com o novo player queremos divulgar músicas e projectos.
Quem esteja interessado em ver as suas músicas a circularem pelo Canal pode contactar-nos através do nosso email.

Neste momento de lançamento escolhemos 3 temas compostos por Ulisses para o seu projecto Dayoff. Uma surpresa para quem somente conhece o Ulisses da banda punk-rock k2o3.

Ficamos aguardando por novidades musicais!

Luís Silva do Ó


PS: Ulisses, para quando o regresso ao blogue com as tuas fantásticas crónicas?

AFP - TOP SEMANA 34/2006

No top semanal de vendas da AFP encontramos 9 projectos musicais nacionais nos 10 primeiros.

1º FLORIBELLA (8P) - FLOR (SOM LIVRE-SOM LIVRE)
2º MICKAEL (2P) - MICKAEL CARREIRA (VIDISCO-VIDISCO/SOM LIVRE)
3º MI SANGRE (P) - JUANES (UNIVERSAL/FAROL MÚSICA-UNIVERSAL/FAROL MÚSICA)
4º ACUSTICO - AMDRÉ SARDET (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
5º ORIGINAL (3P) - D'ZRT (FAROL MÚSICA/NZ-FAROL MÚSICA)
6º EU AQUI (3P) - FF (FAROL MÚSICA/NZ-FAROL MÚSICA)
7º BALADAS DA MINHA VIDA (OU) - JOSÉ CID (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
8º AO VIVO NO COLISEU (P) - TONY CARREIRA (ESPACIAL-ESPACIAL)
9º PAULO GONZO (P) - PAULO GONZO (COLUMBIA-SONY BMG)
10º 8 (OU) - SANTAMARIA (ESPACIAL-ESPACIAL)
11º A HISTÓRIA TODA - LUÍS REPRESAS (MERCURY-UNIVERSAL)
12º THEIR GREATEST HITS-THE RECORD (P) - BEE GEES (WSM/REPRISE-WARNER MUSIC)
13º TRANSPARENTE (2P) - MARIZA (CAPITOL-EMI)
14º UN MONDE PARFAIT (P) - ILONA (UNIVERSAL-UNIVERSAL)
15º LOOSE - NELLY FURTADO (GEFFEN-UNIVERSAL)
16º A GIRL LIKE ME - RIHANNA (DEF JAM-UNIVERSAL)
17º OS ULTIMOS GRANDES EXITOS VOL.2 - MARCO PAULO (ZONA MUSICA-ZONA MUSICA)
18º PCD (OU) - THE PUSSYCAT DOLLS (INTERSCOPE-UNIVERSAL)
19º THE VERY BEST OF (OU) - RUSSELL WATSON (FAROL/UNIVERSAL-FAROL MUSICA)
20º ORAL FIXATION VOL. 2 (P) - SHAKIRA (EPIC-SONY BMG)


Ouro (Gold) 10.000 unidades
Platina (Platinum) 20.000 unidades
X P=X PLATINAS (Platinum)

Dados: AFP/Copyright AC Nielsen Portugal

16.8.06

Vamos a casos concretos

Em Fevereiro ou Março, falaram-me de uma possibilidade de produzir um festival, a realizar no Verão, que pretendia um “100% de música nacional”.
Envolvi-me na coisa, perdi algum tempo em reuniões, à procura de nomes que dentro do orçamento poderiam cativar a atenção do público e dos media. Sendo eu um músico habituado ao “geral enrabanso” (vulgo de 5ª categoria, ou pelo menos sem a categoria reconhecida para poder exigir um cachet digno do nome) não podia estar agora com a conversa do costume para os meus colegas músicos, “que é a promoção…”, que é a “oportunidade de partilhar o palco com artistas de nomeada” (desta gosto mesmo muito…) etc., etc.
Sendo assim, na minha proposta, e para além dos nomes mais reconhecidos, aproveitei para lançar para as primeiras partes, alguns nomes da região, que se têm destacado pelo trabalho realizado, e que, com condições, podem debitar uma boa meia hora de entretenimento… ou seja, que têm música na alma, nos dedos, na voz etc., etc. Confesso, até, que procurei dentro dos nomes locais, e só depois de ter esse levantamento, é que organizei esteticamente as várias noites. Ou seja, os primeiros nomes a surgirem, e que marcariam a estética das várias noites, foram os locais. Contactei esse pessoal e informei das condições. Horários, condições técnicas disponíveis e cachet.
Ao promotor, expliquei, que desta forma, integraria nomes locais com “qualidade” (xiça custa-me mesmo dizer isto…) com uma programação nacional. Desta forma o festival teria a particularidade de trazer alguma visibilidade a quem a procura e não a tem mas vai fazendo por merecer… para além disso, a troco de um cachet ínfimo (comparado com o dos nomes nacionais) seria fácil atrair, também, as varias legiões de amigos/fãs desses nomes locais, que nas zonas mais interiores do pais são muitas vezes os únicos que consomem/frequentam festivais e concertos.
Tudo certo, tudo ok…
O tal promotor, achou muito bem e a coisa foi andando.
Entretanto, o Sr. da massa, o que paga, - o promotor - foi ao Rock in Rio, e… pelos vistos viu a luz… Luz que não era a da minha candeia e portanto, fiquei eu às escuras… Pronto, a vida é assim, umas ganhas, outras perdes, nada de novo ou terrivelmente chocante, só a vida… Não foi por perder o negócio, que me lembrei deste tema para esta crónica… Mas sim o seguinte:
Nas várias reuniões preparativas, o promotor, questionou, varias vezes, a necessidade de pagar cachet às bandas que até ensaiam perto do seu escritório ou que são da zona. Ao que eu fui argumentando, que a soma de todos esses cachets, não dava 50% do nome mais barato de todo o festival, que era uma questão de decência, que era boa publicidade, que era justo que assim fosse, que estes projectos só em casa é que não são reconhecidos etc., etc., etc. O sr. lá foi indo, mas sempre com “a pulga atrás da orelha”.
A seguir a ter “visto a luz”, arrumou-me para canto, e prosseguiu na sua aventura. Tudo ok.
A certa altura, e já de fora, percebi, que iria existir um palco secundário, para essas bandas locais e outras. Percebi, que o formato desse palco seria o de um concurso. Percebi, que os nomes locais por mim apontados, estavam nesse concurso, a custo zero… recebi um telefonema do Sr. “espetando-me a faca”, dizendo, que eu disto pouco percebia, já que as mesmas bandas estavam todas no festival a custo 0 e que eu, portanto, não passava de um enganador… ao que eu tive que responder que ele tinha razão… meti a violinha ao saco, e pronto.
O festival lá se fez, com um orçamento não muito longe dos 500.000 euros, nesse palco secundário as condições eram deploráveis, em termos de luzes tinha 4 par 64, ou seja 4 focos, ou 4 luzes ou como quiserem, em termos de som, pelos vistos, a coisa não foi muito melhor, já que quando uma das bandas no check sound pediu um microfone para a tarola, o técnico (ou o sapateiro ou como quiserem) respondeu agressivamente, que eles eram muito exigentes… entre outras, umas mais caricatas outras menos… deplorável, sem condições, sem dignidade, afastando o publico do festival e das bandas que se sujeitaram a tal…
Não digo que aprendi a lição, porque se a tivesse aprendido tinha aberto uma churrasqueira e tinha esquecido esta merda de fazer, sentir, respirar música… mas…
Não digo que a culpa é do tal senhor promotor.
Digo sim é que os músicos se dão muito bem nestas andanças de baixar as calças para que alguém enterre. Já que depois de terem sido contactados para tocarem no palco principal com cachet (e de alguns terem até regateado) acabaram por tocar de borla e sem condições técnicas mínimas.
Digo sim, é que este senhor, aprendeu, que músicos e bandas são como as crianças desde que lhes mostrem um rebuçado, e que, portanto, sempre que precisar, ou dos deste ano, ou os do próximo, ou os do lado de cima ou os do lado de baixo, há-de haver sempre alguém que a troco de duas cervejas lhe vai resolver o problema…
Pronto, foi isto… mais um promotor que sabe que não precisa de pagar ao povo… e aprendeu com os músicos. Da melhor maneira para ele e da pior para quem faz musica… e perpetua-se assim mais uma vez a fatalidade de uma industria cheia de amadores, rapazes com muito jeito, gente cheia de boas ideias, que amanhã serão empregados da tal churrasqueira que alguém vai abrir (não eu… eu não gosto muito de frango…), que vão continuar a ensaiar ao sábado com uma grade de cerveja e 4 charros… se a rádio perde 1000 ouvintes por dia, quantos ouvintes perdem as bandas que se sujeitam a estas condições? Nenhuns, já que ninguém os ouve agora… quanto a mim, e mais uma vez, perdi a paciência para estas merdas…


Rui Pintado

14.8.06

AFP - TOP SEMANA 33/2006

No top semanal de vendas da AFP encontramos 9 projectos musicais nacionais nos 10 primeiros.

1º FLORIBELLA (7P) - FLOR (SOM LIVRE-SOM LIVRE)
2º MI SANGRE (OU) - JUANES (UNIVERSAL/FAROL MÚSICA-UNIVERSAL/FAROL MÚSICA)
3º MICKAEL (OU) - MICKAEL CARREIRA (VIDISCO-VIDISCO/SOM LIVRE)
4º ORIGINAL (2P) - D'ZRT (FAROL MÚSICA/NZ-FAROL MÚSICA)
5º EU AQUI (3P) - FF (FAROL MÚSICA/NZ-FAROL MÚSICA)
6º BALADAS DA MINHA VIDA - JOSÉ CID (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
7º AO VIVO NO COLISEU (P) - TONY CARREIRA (ESPACIAL-ESPACIAL)
8º PAULO GONZO (P) - PAULO GONZO (COLUMBIA-SONY BMG)
9º ACUSTICO - AMDRÉ SARDET (FAROL MÚSICA-FAROL MÚSICA)
10º A HISTÓRIA TODA - LUÍS REPRESAS (MERCURY-UNIVERSAL)


Ouro (Gold) 10.000 unidades
Platina (Platinum) 20.000 unidades
X P=X PLATINAS (Platinum)

Dados: AFP/Copyright AC Nielsen Portugal

6.8.06

Mais pregos para o caixão

Estamos num Verão abrasador e em que os motivos de interesse ligados à nossa música são cada vez mais anedóticos. Hoje, dia em que escrevo, está um calor sufocante, mas o pior inferno nem é a temperatura.

As rádios nacionais permanecem felizes e contentes, enquanto perdem quase 1000 ouvintes por dia. Não é grave. A este ritmo, um dia emitem para um éter vazio de pessoas e repleto de computadores. Estudos de mercado dirigidos para máquinas seria inovador.

Neste Verão, as digressões de sucesso permanecem as mesmas de sempre: Sem esquecer os “novatos” Da Weasel e David Fonseca, os GNR celebram 25 anos de carreira, os Xutos marcam presença em todos os grandes Festivais e os UHF regressam aos Coliseus de Porto e Lisboa. No reverso da indústria ao vivo, os grupos novos e desconhecidos vão sendo explorados, em nome da promoção e da miragem de uma carreira, antes de serem devorados pela fornada seguinte de promessas prontas a sumirem sem deixarem rasto. Tudo igual, ano após ano.

Porém, em 2006, ficou provado mais um teorema esquecido nas brumas do tempo. Pelas mãos de Júlio Isidro, um veterano mais jovem que 90% dos jovens, ficámos a saber que afinal, os portugueses e as portuguesas sempre gostam de música cantada na língua de Camões. A “Febre de Sábado” foi um sucesso e pudemos ver e escutar música portuguesa na TV, pelo que seria de esperar maior aposta na novidade e nos nossos artistas.

Seria de esperar, mas aquilo a que assistimos é paradoxal. Com um formato 20 anos atrasado, a RTP apresenta-nos o candidato a pior programa musical da década com “A canção da minha vida”. Se temos a maioria dos artistas originais vivos e com saúde porque motivos teremos de gramar um desfilar de versões? A coisa é tão absurda que nem perco mais uma frase com este atentado ao bom gosto. O mesmo se aplica à nova vaga de programas de Fernando Pereira.

Por outro lado, continuamos a marcar pontos no território da música portuguesa para adolescentes repletos de borbulhas. O top de vendas nacional faz lembrar as cassetes piratas que se escutavam nos quiosques das feiras em 1981 ou a vaga de artistas pimba anos depois. Entre uns e outros venha o diabo e escolha, até porque o pior crómio é aquele que não quer ver.

Reparem nos 3 primeiros lugares do top desta semana: Flor (6 platinas), FF (3 platinas) e D’zrt (2 platinas). Descendo um pouco na lista, conseguimos vislumbrar um Tony Carreira (8º lugar) e o seu filho Mickael Carreira (5º lugar), ambos com discos já platinados. Para completar o ramalhete, assistimos a uma nova entrada para a posição 30, de José Malhoa, o homem das clássicas “24 rosas”, agora num lançamento da “Espacial” com o novel trabalho “Vai ter que rezar”.

Qualquer extraterrestre que aterre por estas paragens vai sentir-se em casa ou fugir espavorido com medo de ser contaminado. Com pérolas deste quilate vale a pena reflectir sobre o futuro da música em Portugal?

“Eli, Eli, lemá sabactháni?”*


Luís Silva do Ó


(*) – “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?” Mateus 27, 46



Breves notas:
1. Com os Coliseus dos UHF ao virar da esquina, deixo um abraço de parabéns ao tio do rock português, António Manuel Ribeiro, pelos seus 52 anos de idade.
2. Fernando Gonçalves, jc Serra e Oscar Martins, antigos elementos da banda punk Aqui d’el-Rock, regressam às composições no projecto há alma.
3. Claudia Matos Silva apresenta-nos o novo programa de rádio OPA, dedicado à música portuguesa.
4. A realidade da vida pode ser tão corrosiva como o humor e na nossa música a excepção ainda não é a regra. Os tons da crónica de hoje não foram coloridos, mas o novo single dos Orangotang, de Rui Pintado, dá-nos uma luz azul de esperança.
5. Velhos amigos cronistas onde estais?


Orangotang - Lâmpada Azul

3.8.06

Rádio perde quase 1000 ouvintes por dia

O segundo trimestre deste ano confirma a tendência do trimestre anterior nas comparações com os períodos homólogos de 2005. Entre o primeiro trimestre de 2005 (5,0 milhões) e o segundo trimestre de 2006 (4,6 milhões) a rádio perdeu 400 mil ouvintes. Ou seja, ao longo dos últimos 15 meses a rádio perdeu pouco menos de mil ouvintes por dia.

A Rádio Comercial, Cidade FM e Antena 3 contrariam a tendência de quebra, segundo dados divulgados esta quarta-feira pela Marktest.

Clicar para mais detalhes sobre os dados do 2º trimestre de 2006.

2.8.06

Aside - "We Are Frequency"


“We Are Frequency” é o novo disco dos Aside. A evolução da banda desde a edição do primeiro trabalho “Good Enough For Someone Else” é evidente. Os Aside cresceram como banda, músicos e escritores de canções.
A raiva destes quatro rapazes está bem captada no novo trabalho de estúdio, que teve a produção a cargo de Pelle Saether e a masterização de Peter In de Betou. O investimento foi grande pois manter uma banda fora de Portugal, durante um mês para gravar um disco, não é barato e calculo que o trabalho destes dois senhores também não seja. Os objectivos passam pela exportação e assim compreende-se e justifica-se tal investimento, com edições já agendadas para o mercado Americano e Europeu através dos selos Scream Records (EUA) e Punk Nation Records (Europa).

Nos últimos 3 anos os Aside têm andado numa roda viva infernal entre concertos em Portugal e no estrangeiro. Nestas andanças têm tocado com outras bandas como: Tara Perdida, Mad Caddies, Gas Drummers entre outros. Em Setembro seguem-se concertos em França, Bélgica, Holanda, Alemanha e Suíça.

As criticas em sites fora e dentro de Portugal têm sido muito positivas como podemos constatar em: http://www.europunk.net/reviews.php?id=1156

Acredito que o próximo trabalho da banda marcará a diferença. Os Aside, hoje, têm já escola de estúdio e estrada suficientes para poderem de uma forma construtiva escolher o seu melhor rumo. Em “We Are Frequency” falta apenas a canção, a tal canção que pode ser um hit de air play. Espero que essa melodia que toda a gente pode cantarolar (essencial à sobrevivência de uma banda profissional) surja no próximo trabalho de forma a os Aside darem definitivamente o pulo.

Uma dica: um ou dois temas em Português no próximo disco podem abrir espaço no mercado nacional e quem sabe no Brazil.

Canções a ter em conta: “Perfect Sound”, “Seduce All Your Enemies”, “These Cuts Will Kill”, “Small Leaves Will Fall” e “Silence In Delay”.


António Côrte-Real



Edição:
Sons Urbanos – sonsurbanosrecords@gmail.com

Site:

http://www.asiderockers.com

MySpace:

http://www.myspace.com/aside

Discografia:

Good Enough For Someone Else (FREEDUMB – 2003)
We Are Frequency (Sons Urbanos 2006)

Contactos:

aside@asiderockers.com
Apartado 1353 1011-001 Lisboa - Portugal

1.8.06

UHF: Reedição de "Há Rock no Cais"

Já está disponivel a reedição, em formato duplo, de "HÁ ROCK NO CAIS". Esta edição está limitada apenas a 1.000 unidades. O CD bónus contém uma série de extras muito interessantes para fãs e coleccionadores de material dos UHF:

1 - Matas-me com o Teu Olhar (acústico captado ao vivo em Amarante - 2005)
2 - Apetece Namorar Contigo em Lisboa (versão rádio)
3 - Barcos ao Mar (inédito)
4 - Juro que Tentei (versão longa)
5 - Deputado da Nação (inédito)
6 - Mas Só Gosto de Ti (Video - inédito)
7 - Matas-me com o Teu Olhar (Video)

A capa difere da primeira nas cores (a primeira era a preto e branco) e na informação extra sobre os temas da segunda edição.


Sugerimos, ainda, uma visita ao regressado blogue de António Côrte-Real Fora da Garagem.

27.6.06

A rádio é uma maçã

Pelo menos quem vos escreve estas linhas considera-a comparável. Mas, ao contrário do que as mentes mais imaginativas já supõem, não o é por estar madura e com bicho. Enfim, não é que a rádio de hoje não viva, genericamente, uma crise de identidade. Porém, encaro-a como se de uma maçã se tratasse, porque, para mim, será sempre uma tentação. Uma tentação que me conquistou irremediavelmente enquanto ouvinte e, mais tarde (entre 1987 e 1995), quando fui responsável por programas semanais. De autor, diga-se.
Curiosamente, além de uma tentação acaba por ser um bicho, um doce bichinho que tenho vindo a satisfazer com certa regularidade nos últimos tempos, em colaborações com Bruno Gonçalves Pereira - num programa onde se aliam as ideias e os conhecimentos da modernidade com as apetências pela comunicação.

Neste blogue discute-se o futuro da música e de todos os aspectos laterais, mas, essenciais para o seu mundo. A rádio sempre esteve ligada à divulgação de música e, ao contrário da televisão, quem fala de rádio acaba por lembrar-se de música e quem fala de música não pode ignorar a importância da rádio na sua promoção. É uma pescadinha de rabo-na-boca que viveu uma quente relação durante décadas. Não nos podemos é esquecer que já existia música antes de existirem rádios e que a música não vai terminar no dia em que as rádios claudiquem.

Concordo que uma rádio queira passar temas de sucesso. Já não consigo é compreender a razão pela qual o peso das vendas da música portuguesa é superior à percentagem de música portuguesa emitida. Por exemplo, na lista dos 30 discos mais vendidos em 2004 contavam-se os trabalhos de Da Weasel (3º), de Rui Veloso (9º) e de Mariza, sem que nenhum deles constasse da lista de temas mais escutados nas rádios nacionais nesse ano. Se o público compra mesmo sem a rádio promover porque razão a rádio não divulga o que os portugueses que escutam rádio compram? Ou será o grupo de portugueses que escuta rádio completamente diferente do que compra discos!? Depois de assistir ao escândalo futeboleiro do ano - “caso Mateus” - representado por ilustres juízes deste país, estou preparado para acreditar em tudo!

E porque estou hoje a falar de rádio em vez de exprimir a minha opinião acerca do jogo Portugal - Holanda? Podia dizer que não queria perder a oportunidade de explorar chão que já deu uvas após o meu último post ter atingido 69 comentários. Ou que mantive conversas paralelas com algumas pessoas ligadas à indústria, à rádio e à música. Ou que…
Porém, a verdade é que a crónica de hoje existe porque li um texto de Jorge Guimarães Silva – aconselho vivamente a sua leitura – em que se conclui que a rádio perdeu mais de 300 mil ouvintes comparando o 1º trimestre de 2005 com o deste ano.

Ora, estes números parecem mostrar que existe alguma coisa de errado. Se o actual modelo de rádio é bom como é possível uma quebra destas? Compreendo que os patrões das rádios não queiram mudar o formato nem passar músicas por decreto, contudo, se mesmo passando a música que os seus consultores indicam, feitos “científicos” estudos e mantendo determinado modelo de emissão, a rádio perde 300 mil ouvintes num ano por algum motivo será. As rádios parecem encontrar-se numa encruzilhada e quem as dirige tem optado por sinuosos caminhos nos cruzamentos com que se tem deparado ao longo das últimas 2 décadas.

O poder da rádio centrava-se, muito, imenso, na novidade, na mobilidade, na formação que realizava junto do auditório e na capacidade inata dos seus comunicadores - esmagadoramente constituídos por pessoas cultas, bem informadas, irrequietas, inquietas e inquietadas.
Poderia afirmar que a televisão matou a rádio, no sentido da rádio ter sido preterida dentro de casa, mas seria um equívoco. A televisão somente esmagou as manhãs da rádio quando os programas foram perdendo força e dinâmica. Quando os comunicadores foram sendo substituídos por gente com vozes jeitosas e, na sua maioria, com fraca capacidade e conhecimentos.
A televisão não esmagou a rádio. Foi a rádio que saiu do ringue de combate apostando em locutores, em estudos “científicos”, na normalização de listas de discos pedidos, terminando, em alguns casos, com a componente desportiva, esvaziando redacções com tarimba, despedindo jornalistas e contratando estagiários quase de borla.
Em simultâneo com a perda, em todos os horários, dos ouvintes “caseiros” - e o mais bizarro é que até os célebres e espantosos programas das madrugadas desapareceram sem deixar rasto -, a rádio acabou por apontar baterias aos ouvintes condutores. Nessa fase, uma rádio de música era mais atraente para os automobilistas do que uma cassete BASF de ferro com 60 ou 90 minutos de duração. Pudera, não era de admirar, leitores de CD's nos carros eram poucos e caros.

Um dos problemas é que estando a rádio barricada ao público que viaja de carro e com fraco sentido de novidade e de comunicação, caminha, inevitavelmente, para um beco sem saída.

Hoje em dia, já existem instalados, nos automóveis, leitores de CD's compatíveis com mp3, já existem leitores de DVD com respectivo ecrã, já existem diversos dispositivos móveis e não falta muito para que se sintonizem (nos nossos carrinhos) “rádios virtuais” através da internet. A vantagem da rádio, para quem conduz, vai passar a resumir-se à informação do trânsito? Será?
Não creio. Com o GPS, com o acesso à internet e com todos os serviços que o futuro próximo nos vai dar, vai ser mais fácil ver (literalmente) o estado do trânsito on-line.
Aliás, basta uma visita a alguns sites para já hoje sabermos como está o trânsito em zonas normalmente complicadas.

O cenário que tracei é pessimista? Talvez. Não obstante, acredito que as pessoas vão querer voltar a escutar rádio caso regressem a novidade, o arrojo, a comunicação, os programas de autor e a qualidade.

Com esses condimentos, a rádio será sempre uma tentação.


Luís Silva do Ó


*Este texto foi elaborado tendo em mente as rádios generalistas top de audiências. Outras rádios começam a dar sinais tímidos de mudança e as rádios do grupo RDP têm vindo a realizar um interessante percurso.

21.6.06

Vale a pena Portugal?

Antes de mais, os meus parabéns ao blogue e à iniciativa da discussão.
Este não é um tema novo para toda uma plataforma que discutiu profundamente o assunto e da qual fiz parte.
Apesar de alguns interesses não assumidos e lobizados nem a Rádio nem os homens da Rádio, são meus-nossos inimigos.
Considero-me sim inimigo duma puta duma mentalidade preguiçosa e estúpida que domina Portugal uns dias após o seu nascimento.
Humildemente acredito que a questão passa por inverter os hábitos e costumes de consumo.
Mas.... isso seria a inversão de Portugal, torná-lo menos periférico, mais orgulhoso da sua língua, numa espécie de reencaminhamento da bandeira à janela para uma elevação e evolução cultural.
Utópico que sou...
Uma espécie de Espanha, País traumático para nós, mas inviável de tanta inveja sofrermos.
Imaginem um Portugal onde se ouvisse o mais possível de tudo o que fosse produto nacional.
Onde se consumisse em todos os formatos, todo o tipo de musica de todas as áreas...
Acreditam nisso????

Portugal só é um País de vez em quando, porque tem comportamentos bizarros que se assemelham a grupos de nómadas à procura de um sítio para acampar.

Por isso estou orgulhoso de fazer parte de um grupo de pessoas inconformadas, que tentam inverter a situação, criando um processo lento de mudança que só daqui a muitos anos terá resultados efectivos.
Acredito que os novos projectos terão nessa altura visibilidade e...
Portugal valerá a pena.

João Gil

19.6.06

David Ferreira reage a "Música sem lei"

Registo que “não são os músicos (…) que pagam a rádio. Nem tão pouco as editoras, como sabemos. Se a telefonia não tiver audiência, não vende publicidade”. Os músicos e as editoras, é um facto, “apenas” produzem a música que atrai a publicidade. Se as rádios (e o Bruno pode dizer já isto aos seus patrões) entendem que não precisam do que os músicos e as editoras “apenas” produzem, cá estarei para ouvir a interessante programação que são capazes de fazer e para ver as grandes audiências e as enormes receitas de publicidade que assim vão conseguir.

David Ferreira – Administrador da EMI Music Portugal

7.6.06

Música sem lei

De fora da Lei

Longe de duvidar das boas intenções da Lei 7/2006 e relembrando que sempre defendi uma quota mínima de cerca de 20%, mas uma quota natural, de bom senso, vou até falar mais do que este diploma não vai trazer, na perspectiva, naturalmente, de quem gosta de uma boa dose de música portuguesa e está do lado de cá da telefonia.
Já na crónica “Confederação de Almas”, publicada aqui no Canal, de 13 de Março falei de alguns aspectos, na secção “Rádio Arapuca”, avançado algumas ideias do então projecto-lei e alertando para uma série de efeitos secundários que traz e, infelizmente, se confirmam.
A Lei é bem intencionada, tem como propósito defender a música portuguesa. Mais para proteger e continuar a divulgar, para não dizer “só”, os músicos ditos main stream , ou seja, os artistas mais comerciais, não os outros, porque a Lei não obriga – nem poderia obrigar - a rádio a passar esta ou aquela banda ou cantor.
É aqui que se aplica o que – nas rádios que têm algumas posses para poderem fazer caros estudos científicos – tivemos em tempo o privilégio (?) de ter acesso. É mais do que comprovadamente verdade, todos os estudos sem excepção dizem que os portugueses apenas têm disponibilidade para ouvir 17% de música portuguesa. É pouco. Vi pessoalmente o top da FNAC de Madrid, há três semanas atrás, existem três ou quatro discos estrangeiros, mais de metade são espanhóis.
Agora poderíamos ir para as eventuais justificações do costume, a mais fácil, dizer – ainda que sem grande convicção – que a rádio é que tem a culpa, só passa “coisas” estrangeiras e por isso as pessoas nos testes de auditório e nas compras só vão para o que não é nosso. Essa influência não é tão relevante assim, basta pensar que muitos discos novos, tocam nas rádios, com uma frequência razoável e vendem pouco, enquanto outros, quase sem passagem no éter, têm vendas consideráveis atendendo ao nosso pequeno mercado, não passando quer nos testes de música correntes de refrões de canções, nem sendo aposta das estações. Acompanho esta realidade de muito perto faz quase uma década e só no início me causou estranheza, de alguns tempos a esta parte vi que, tal como me acontece a mim, muitos ouvintes de música têm a música que gostam de ouvir em casa, na aparelhagem, no cd do carro, e outra que esperam encontrar no meio de uma sequência da sua rádio de sempre, ou de agora.
Como ouvinte, a rádio perdeu um pouco do seu encanto, mas por saber dos seus segredos e truques. Ao mesmo tempo, fica-se mais liberto para daqui ter uma visão mais global do comportamento dos ouvintes enquanto tal. E o que é certo é que os ouvintes, mesmo comparando músicas dentro do mesmo género, preferem o main stream , querem cada vez mais o comercial em detrimento do alternativo ou nuance de nicho, o pop rock melódico e de ouvido mais ou menos fácil é o eleito.
Quando se aposta com insistência, numa rádio, num tema mais fugidio ao meio do espectro, ou português sem ser de um consagrado, apesar de rodar muito, a reacção do auditório é normalmente má. E no entanto, a música foi divulgada, tendo as pessoas oportunidade de conhecer e avaliar por si. Quer tal dizer que a música, ou é feita para o grande público, ou acaba por não vingar nas vendas e na própria rádio main stream que por sinal congrega cerca de 30% da audiência do país e comanda o mercado publicitário rádio, fazendo – para terem uma ideia – a definição do próprio preço de um spot, vulgo anúncio. As estações generalistas, com um pouco menos de 20% de audiência, têm uma palavra mais fraca no mercado a nível de quem paga a rádio, os anúncios, sendo que uma delas é directa e indirectamente financiada por todos nós.
Não são os músicos estrangeiros, nem os portugueses que pagam a rádio. Nem tão pouco as editoras, como sabemos. Se a telefonia não tiver audiência, não vende publicidade. E se a rádio passa mais música portuguesa do que aquela que as pessoas querem ouvir, os ouvintes mudam-se, ainda mais, para o cd, mp3, Ipod e afins. Se é certo que a rádio precisa da música, as editoras e os músicos têm na rádio uma aliada para a divulgação e ajuda, até certo ponto, na venda de discos. Por vezes, estarem uns e outros, de costas voltadas, só arrasta a crise.
A música que a rádio precisa é a do público-alvo de um canal em concreto, com todo o respeito pelos outros que não se inserem neste âmbito. Sabemos que não temos mercados para rádios de micro nichos, nem tão pouco de nichos, lembrem-se da XFM. A não ser que, as rádios passem a ser literalmente sustentadas por milionários melómanos que não se importem de perder dinheiro, pelas editoras, ou pelos músicos de grande cachet , um cenário ridículo, não é? Ou então passamos a ter rádios por assinatura.

Voltando à Lei

Uma pergunta ou duas. A rádio está, desde o dia 2 de Maio, sob vigência desta Lei 7/2006. Está a cumprir. Notam alguma diferença de relevo? Ou mais música dos mesmos portugueses, para variar?
O primeiro canal de rádio de serviço público toca mais de 60% de música portuguesa, que reporto de “qualidade” para os meus ouvidos. Como o consegue?
Porque é uma rádio generalista que roda desde fado moderno até ligeiros não brejeiros, pop comercial, baladas rock, um tema ou outro mais alternativo dos projectos que surjam minimamente consistentes. Não é necessário suar muito para chegar à óbvia conclusão de que uma Comercial, Rfm, Cidade e demais reflexos radiofónicos em pequena escala das principais, não o podem fazer, porque estão no seu posicionamento cingidas a determinados géneros de música. Existe relativamente pouca produção pop rock portuguesa aceitável para os padrões de qualidade de produção e gravação, técnica de execução e, muito importante, que seja do agrado dos ouvintes quando as rádios a dão a avaliar dentro ou fora do éter. E os ouvintes, são quem compra os produtos que a rádio vende, na publicidade. As rádios locais, não têm, por enquanto, uma forma de se unirem. Não ditam mercado, não só, mas sobretudo, porque as associações (?) que supostamente as representam estão mais interessadas em vender material técnico e em exibir vaidades que em dar força às suas associadas.

Para além da Lei.

Poderá um diploma que congrega uma mistura de várias vontades, neste caso as editoras, alguns músicos, teóricos da cultura e políticos, ser uma boa lei do ponto de vista sistemático, ser coerente? Ou será antes uma manta de retalhos que cobre uns e destapa os pés a outros? Ou ninguém fica coberto porque passa frio pelos remendos da manta?
Não estarão alguns a dizer nesta altura “conseguimos pôr aquilo na lei”, “os outros não puseram aquilo”. Uma lei não deve ser como fazer uma sopa, cortar os vegetais, ligar a picadora “1, 2, 3” e cozinhar, tem que ter princípio, fim, coerência, objectivo e visão integrada. E esta é uma água russa, melhor que passar fome, mas de escanzelados não passamos.
As rádios têm sido sempre as más da fita, dizem que foram chamadas, dizem que poucas ou nenhumas apareceram na Assembleia. Saberão melhor os que lá estiveram, o que não é o meu caso. Alguém iria com entusiasmo para a feitura de uma lei onde vão restringir a sua liberdade de dar aos ouvintes as suas músicas preferidas, mesmo que eles (e nós) para tristeza colectiva queiram ouvir apenas 17% de música portuguesa?


À margem da lei
As editoras, AFP e alguns músicos, tiveram de marcar uma posição com a chamada lei das quotas, compreende-se. Tal como se entende o ataque à pirataria, ainda que sem as necessárias distinções entre o tráfico de música e o vulgo p2p, com baixa definição de som, servindo, na maior parte dos casos para pesquisa, antes de comprar. Talvez tenha tido o efeito de assustar alguns, ainda bem, desde que tenham sido da “caça grossa”. Sou abertamente contra o tráfico de música ou outra matéria de criação intelectual, não vendo contudo qualquer problema na pesquisa de música e no acto de ouvir antes de comprar. Para quem trabalha na rádio acaba por ser necessária esta pesquisa, ainda que a maior parte das músicas estejam a 128 k (sem qualidade de difusão) na net. Estamos numa altura em que a promoção das editoras deixou de entregar até a simples cópia em capa de cartão do disco ao animador, quanto muito o playlister/programador/coordenador musical ou o que se queira chamar, recebe a tal cópia. Assim o animador deixou de ter contacto com o disco, de o poder ouvir pelo caminho ou em casa, ou na sala de preparação de programas. Às vezes dá-se o ridículo de as rádios terem de tirar da net a música para a poderem tocar, já se está a ver, na maior parte dos casos sem qualidade de difusão… só para não privar os ouvintes da música, ajudando directa ou indirectamente na difusão e consequente relativa venda dos álbuns.

A lei de mercado

Compreendo que não se possam vender discos com baixa tiragem, igual ou inferior a mil unidades, a menos de 10€ de preço final de capa. Mas têm-se visto recentemente, discos de bandas portuguesas novas a 22€, 20, 18… não deve ser por aí o caminho. Ou dos consagrados que fosse.
O argumento que diz que os discos não aumentaram de preço nos últimos anos, ao contrário dos outros bens culturais, para além de não corresponder à verdade técnica – aumentaram pouco é certo, mas deu para notar – traz em si uma falácia, não se podem tomar as partes pelo todo, de que serve pouco terem aumentado, quando continuamos a pagar os mais caros discos da Europa, a par de outros países, mas nos quais as circunstâncias e o poder de compra são bem diferentes?
Encontramos os mesmos discos, mais baratos em Inglaterra, Alemanha, França e por esse mundo fora. Espanha é excepção, os preços são iguais ou superiores aos nossos, mas o poder de compra é diferente e o resultado também está à vista, o mercado é grande, mas também tem tido perdas.


A lei programática

Acho que ninguém, no seu perfeito juízo, quererá que as editoras fechem os seus escritórios em Portugal, ou que passem a ser um escritório adjunto do escritório adjunto de Madrid ou que a nossa música não venda mais.
Quando se constatar que esta lei não vai alterar o panorama – uns demorarão mais tempo a reconhecer isso que outros – o que se vai fazer? Propor uma alteração para os 70%, tal como defende José Cid? Ser ainda mais ousado e propor a quase totalidade de música na rádio em português? Abstraindo, obviamente, do facto de não termos música nessa proporção para tocar que seja aceitável para as grandes massas!
Não seria melhor existirem horas / programas de divulgação “obrigatória”, já que teria de ser “obrigatória”… e de especiais aquando dos lançamentos, com reposição garantida (transmissão dupla ou tripla nos canais de rádio, em horários diversos)?
Sei que as editoras estão preocupadas com a nossa música, ainda bem, mas também salta à vista, que existe outra preocupação, e essa é com a perda de mercado de quarenta e tal porcento, nos lucros. E entende-se, as empresas existem para dar lucro, ainda que seja muito importante a função social de apoiar, produzir e lançar música portuguesa.
As iniciativas presentes são um começo, ainda que por caminhos nem sempre direitos, ou atingindo os alvos certos.
É do conhecimento público que um CD, a preços de há dois anos atrás, fica em edição normal num máximo de 80 cêntimos – para uma tiragem de 2000 exemplares – com gastos de gravação, produção, capa, promoção ligeira e impressões. Os discos saem das editoras a um preço muito razoável de oito euros. Depois, todos sabemos o que acontece, aparecem nas lojas de revenda a 17, 18, 20, 22€ e mais. Como tal, a culpa não é de nenhum preço exagerado por parte da editora, nem tão pouco de mais olhos que barriga dos músicos. E, já agora, também não é culpa das mulheres e homens da rádio, por sua exigência de quererem trabalhar com um bem caro, de luxo, o disco, até porque é mais o computador, para onde se grava o disco.
Não seria melhor as editoras venderem directamente ao público o disco novo a 10, 12 € e a 5, 7€ os com mais de um ano ou de fundo de catálogo? E se o disco fosse mais barato das duas primeiras semanas de lançamento e depois passasse a um preço intermédio, para premiar quem quer as novidades?
Quando deixa de ser, disparatadamente, para efeitos nacionais e de mercado, música nova aquela que tem até dois anos?
E que tal os revendedores passarem a ser “obrigados” por lei a colocar um pvp máximo de 12€?
E de as pessoas poderem fazer apenas um download em vez de 10 de mínimo, tal como é agora? E os downloads pagos (naturalmente), passarem a custar, por exemplo, 0,60 € em vez de 1€, como acontece? É que só os mais distraídos não raparam que o somatório de fazer download de 17 músicas de um álbum vai perfazer a bonita soma de 17€, tão caro quanto comprar o disco e ainda para mais sem capa, bolacha, caixa e livro. O preço dos downloads é um desincentivo à sua prática e, ao mesmo tempo, à manutenção por parte de mãos menos escrupulosas de downloads pesados ilegais.
Basta dar uma volta pela rede, CD GO, Amazon, Cash Converters, E-Bay ou ir à Carbono, para já se conseguirem preços, mesmo em novo, bons ou, ainda assim melhores, visto que os preços exagerados praticados pelas Fnacs e afins regem o mercado em alta. Até a Fnac francesa tem edições novas a 12€…
O IVA. Têm as editoras razão, temos nós consumidores razão, tal como os músicos. 21% de taxa para um bem cultural, que é o disco. Um disparate. Contudo, há que não esquecer que baixar 3€ a um disco (aproximadamente a diferença entre ele ter 5 ou 21% de IVA) ainda é pouco, o que tem de se pensar atirar para baixo é a margem de lucro dos revendedores. Estas duas deveriam ser as batalhas principais. A baixa do preço do disco não deve cair nos artistas e nas editoras que são quem trabalha, cria e promove a música. É na grande diferença entre o preço de saída da editora e o preço ao consumidor que tem de se trabalhar. Ainda que seja importante a Lei, pelo debate gerado, pelo que se fez e faz pensar, talvez para que os portugueses olhem a música portuguesa de outra forma e subam por ela a sua preferência para além dos frios 17%. É preciso mais. Ficaram muitas sugestões.
Entretanto, entre nós, discos continuam por vender, ou já não são editados por se saber de antemão que se não vão vender, carreiras ficam por prosseguir e muita conversa e poucos efeitos práticos.
E as iniciativas são assim, algo curtas de vista, quando se podia fazer muito mais.
A pergunta do Luís acerta no ponto. Mais música portuguesa?
Parece que nem por isso… as rádios já tocavam à volta de 15%.
10% mais não vai ser difícil de preencher informaticamente, com mais dos mesmos, cumprindo a Lei.
Era esta a lei que todos queríamos?

Bruno Gonçalves Pereira

31.5.06

As febras dos Trabalhadores

Um exemplo da força que a internet tem ao nível da divulgação musical pode ser ilustrado neste regresso dos Trabalhadores do Comércio. Após o sucesso das suas 2 recentes passagens pelo programa "Febre de Sábado", a banda disponibiliza, através do seu site, um tema do seu single de regresso, "Febras de sábado à noite".

Para informações detalhadas clique aqui.

Entretanto, Sérgio Castro, vocalista e guitarrista do grupo, encontrou forças para ler os 56 comentários gerados pelo post acerca da nova Lei da Rádio e deixou a sua opinião numa linguagem directa e corrosiva. A não perder na secção de comentários do post abaixo...